Campo Grande se despede nesta quinta-feira (09) de uma de suas figuras mais marcantes na vida pública.
Morreu na noite de quarta-feira (08), aos 84 anos, a professora, advogada e ex-vereadora Nelly Elias Bacha, a primeira mulher a assumir a Prefeitura de Campo Grande e uma das personagens mais importantes da história política da Capital.
Nelly Bacha tinha Parkinson havia cerca de oito anos, estava acamada e era acompanhada por cuidadoras. A causa da morte não foi informada oficialmente.
O velório começou às 8h30 desta quinta-feira, no plenário Oliva Enciso da Câmara Municipal de Campo Grande, na avenida Ricardo Brandão, a pedido da própria Nelly Bacha.
Trajetória pública
Nelly Elias Bacha nasceu em Corumbá, em 2 de agosto de 1941, filha de descendentes de libaneses, e ainda criança foi com a família para Campo Grande. Formou-se em Filosofia e Direito, trabalhou como professora da rede pública e presidiu a ACP, o Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública, onde defendeu pautas da categoria, como concursos e melhores condições de trabalho.
Sua entrada na política ocorreu pelo MDB, depois PMDB, e ela ficou conhecida por manter fidelidade partidária ao longo da carreira. Foi eleita vereadora pela primeira vez em 1972 e reeleita em outras legislaturas, somando 18 anos de mandato na Câmara Municipal da Capital.
Na Prefeitura
Em 1983, Nelly presidiu a Câmara Municipal e, no mesmo ano, assumiu interinamente a Prefeitura de Campo Grande por pouco mais de dois meses, tornando-se a primeira mulher a chefiar o Executivo da Capital.
Naquele período, segundo registros históricos, autorizou obras como galerias pluviais na Avenida Euler de Azevedo e ações ligadas ao Mobral, programa de alfabetização então em expansão.
Depois da passagem pelo Executivo, ela retornou à Câmara e encerrou a vida pública após novas disputas eleitorais. Sua trajetória foi marcada por posições firmes, atuação sindical e forte presença nos debates da
Curiosidades e legado
Ao longo dos anos, Nelly também ficou conhecida por declarações controversas, como o episódio em que foi condenada em 2020 por injúria racial, em caso ocorrido em 2013. Sua presença na história política de Campo Grande é tratada como pioneira, especialmente por ter aberto espaço para mulheres em cargos de comando no município.
A Câmara Municipal decretou luto oficial de três dias e suspendeu atividades previstas para esta quinta-feira em respeito à ex-prefeita. (Com Folha de Campo Grande)






