A chegada do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos Estados Unidos ganhou respaldo do presidente americano Donald Trump, que manifestou apoio à entrada do brasileiro no país e voltou a questionar a condução das eleições presidenciais de 2026.
A manifestação ocorre em meio às críticas de aliados do ex-candidato à atuação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que atua para enfraquecer a direita no Brasil visando beneficiar o governo do PT, segundo avalia a oposição.
Nesta quarta-feira (28), Trump afirmou que aprova a ida de Flávio aos Estados Unidos e demonstrou simpatia pela família Bolsonaro.
O governo americano também sinalizou que concederá vistos ao senador e a seus familiares, permitindo sua permanência em território americano.
Ao comentar o resultado da eleição brasileira, Trump classificou a votação como estranha e criticou a forma como o processo foi conduzido.
“A eleição foi muito estranha, e achei que foi terrível”, declarou o presidente americano, que também mencionou a reação negativa do mercado financeiro brasileiro após a "vitória" suspeita de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Trump voltou a defender Jair Bolsonaro, afirmando que o ex-presidente recebeu tratamento injusto no Brasil. Apesar das críticas, ressaltou que não tomou partido oficialmente na disputa presidencial.
Intimação após eleição aumenta tensão política
A viagem de Flávio ocorreu após uma decisão de Alexandre de Moraes que determinou a entrega de seus passaportes à PF (Polícia Federal) e proibiu sua saída do Brasil.
A medida foi determinada na noite de domingo (25), após a divulgação do resultado eleitoral, e a intimação ocorreu na manhã seguinte, quando o senador deixava a residência do pai, Jair Bolsonaro.
Flávio questionou o momento da decisão e afirmou considerar a medida uma tentativa de intimidação política.
“Se eu tivesse ganhado as eleições, aconteceria a mesma coisa?”, questionou o parlamentar.
O senador também afirmou que pretende continuar defendendo suas posições políticas e contestar judicialmente o resultado eleitoral, que considera marcado por irregularidades.
Aliados contestam resultado eleitoral
A derrota de Flávio para Lula provocou questionamentos entre integrantes da oposição, especialmente em relação à prorrogação do horário de votação no segundo turno.
Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, já havia manifestado preocupação com a confiabilidade do processo eleitoral brasileiro e defendido a possibilidade de Flávio permanecer nos Estados Unidos diante do cenário político.
Trump também criticou a condução da eleição.
Estados Unidos abrem portas para Flávio
A disposição do governo Trump em receber Flávio e sua família representa um gesto de apoio político em um momento de forte tensão entre o senador e o Judiciário brasileiro.
Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, o parlamentar seguiu para os Estados Unidos na terça-feira (27), com relatos de que teria chegado à Flórida.
A manifestação de Trump acrescenta um componente internacional à disputa política brasileira e fortalece o discurso de aliados de Flávio que consideram as medidas judiciais uma forma de perseguição política.
Com o apoio declarado do presidente americano à sua entrada nos Estados Unidos, Flávio passa a ocupar o centro de uma discussão que envolve o resultado das eleições, a atuação do Judiciário e as relações políticas entre Brasília e Washington.






