A menos de duas semanas do primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) intensificou a tentativa de concentrar os votos da centro-direita em sua candidatura à Presidência.
Durante uma transmissão pela internet, o senador pediu voto útil e afirmou ser o único candidato capaz de derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A afirmação é uma posição de campanha de Flávio, não uma conclusão sobre o resultado da eleição.
A estratégia inclui uma tentativa de aproximação com eleitores de outros candidatos do mesmo campo político. Flávio mencionou nominalmente Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) ao defender uma união contra Lula.
Segundo reportagem do R7, o candidato voltou a pedir uma oportunidade aos eleitores já no primeiro turno e disse acreditar que os concorrentes de centro-direita estarão juntos posteriormente por também fazerem oposição ao atual presidente.
A transmissão contou com a participação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB). Tarcísio também defendeu a concentração de votos em Flávio e afirmou que pretende ajudá-lo na campanha presidencial.
O movimento ocorre em uma disputa na qual Lula e Flávio ocupam as duas primeiras posições em diferentes levantamentos, embora os percentuais variem conforme o instituto. Pesquisa Quaest divulgada em agosto, por exemplo, registrou 43% para Lula e 40% para Flávio em um cenário de segundo turno, dentro da margem de erro do levantamento.
A fala de Flávio também coloca pressão sobre os demais candidatos da centro-direita nesta reta final. Caiado e Zema mantêm candidaturas próprias e disputam justamente uma parcela do eleitorado que o candidato do PL tenta atrair antes da votação.







