O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) afirmou que, se eleito, pretende receber já na primeira semana de governo um relatório sobre os processos relacionados aos atos de 8 de Janeiro e revisar os casos individualmente.
O presidenciável disse ainda que a “grande maioria” das pessoas que permanecem presas deveria estar fora da prisão.
“Na primeira semana que eu estiver no governo, se a sociedade brasileira me escolher, eu quero um relatório de tudo. Ninguém fica para trás que foi injustiçado”, afirmou o candidato durante sabatina da Jovem Pan.
Questionado se faria uma análise caso a caso, Cury respondeu afirmativamente. Ele também defendeu a revisão de penas que considera excessivas.
“A grande maioria tem que estar fora”, declarou, ao se referir às pessoas que ainda permanecem presas ou submetidas a medidas restritivas.
Cury também mencionou a discussão sobre a dosimetria das penas e afirmou que advogados deveriam provocar o Judiciário para buscar a revisão de condenações consideradas elevadas.
Ao falar sobre a caracterização dos atos de 8 de Janeiro, Cury afirmou que, segundo alguns analistas, teria havido intenção de golpe, mas não sua concretização.
Ele citou o ex-ministro José Múcio e outros juristas como referências para essa avaliação, sem detalhar os pareceres.
O candidato afirmou ainda que conversou no domingo (6) com Paulinho da Força e com o ex-presidente Michel Temer, mas não especificou, nesse trecho da entrevista, se os diálogos trataram dos processos relacionados ao 8 de Janeiro. (As informações são do Estadão Conteúdo)





