Política e Transparência

Treze candidatos à Presidência disputam votos de 158,7 milhões de eleitores

Disputa pelo Planalto terá nomes de 13 partidos, enquanto distribuição do eleitorado concentra quase metade dos votos no Sudeste






A eleição para a Presidência da República em 2026 colocará 158,7 milhões de eleitores diante de 13 opções de candidatura no primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

O eleitorado cresceu 1,46% desde 2022, mas a expansão ocorreu de maneira desigual entre as regiões do país.

A maior alta proporcional foi registrada no Norte, que ampliou seu eleitorado em 4,37%. Mesmo assim, os seis estados da região representam pouco mais de 7,5% dos eleitores brasileiros.

No outro extremo, o Sudeste foi a única região a registrar queda no número de eleitores desde 2022, de 0,56%. Ainda assim, concentra quase 42% do eleitorado nacional e mantém o maior peso na definição do resultado presidencial.

Treze nomes disputam o Planalto

A corrida presidencial reúne Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição; Flávio Bolsonaro (PL); Augusto Cury (Avante); Ronaldo Caiado (PSD); Romeu Zema (Novo); Renan Santos (Missão); Pablo Marçal (PRTB); Clariana Barão (DC); Edmilson Costa (PCB); Hertz Dias (PSTU); Rui Costa Pimenta (PCO); Samara Martins (UP); e Wilson Grassi (Democrata).

A composição mostra uma disputa pulverizada entre partidos de diferentes correntes políticas. A chapa de Lula é a única das 13 em que presidente e vice pertencem a partidos diferentes: o petista tem Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice. Nas demais chapas, presidente e vice são do mesmo partido.

Voto presidencial tem impacto direto nos estados

Embora a eleição para presidente seja nacional, a escolha interfere diretamente na execução de políticas públicas em estados e municípios. O governo federal define prioridades, administra programas nacionais e encaminha ao Congresso as principais peças do planejamento e do Orçamento da União.

Entre elas estão o PPA (Plano Plurianual), a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e a LOA (Lei Orçamentária Anual), que estabelecem metas e recursos para áreas como saúde, educação, segurança, infraestrutura e assistência social.

O presidente também tem papel central na definição de políticas que dependem da atuação conjunta da União, estados e municípios. É o caso de áreas como o SUS (Sistema Único de Saúde), Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), programas de transferência de renda e ações de segurança pública.

Regiões terão pesos diferentes na eleição

A distribuição do eleitorado faz com que determinados estados tenham influência muito maior no resultado final. O Sudeste concentra a maior fatia dos votos, enquanto regiões como Norte e Centro-Oeste, apesar do crescimento populacional e eleitoral, possuem participação menor no total nacional.

A diferença também aparece dentro das próprias regiões. Estados mais populosos concentram grandes contingentes de eleitores e podem ter peso decisivo na formação da maioria necessária para vencer a eleição.

Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro, a corrida pelo Palácio do Planalto entra em uma fase em que, além das propostas dos candidatos, a capacidade de cada campanha de alcançar diferentes segmentos do eleitorado e regiões do país será determinante. (Com informações da Agência Senado)