Política e Transparência

Acordo fortalece projeto do aeroporto binacional em Ponta Porã

Projeto do terminal na fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero já foi apresentado a órgãos de aviação e investimentos do Paraguai e depende de estudos técnicos para reconhecimento oficial.






O acordo firmado entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile para ampliar a integração aérea na América do Sul deu novo impulso ao projeto do Aeroporto Binacional de Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero (PY).

Assinado na terça-feira (14), em Assunção, o memorando estabelece uma agenda de cooperação para facilitar a operação de voos entre os países e ampliar a conectividade regional.

Embora o ALAS (Acordo de Liberalização Aérea Sul-Americana) não trate diretamente do terminal fronteiriço, a iniciativa é considerada um passo importante para criar condições favoráveis à implantação do aeroporto binacional, defendido por lideranças dos dois lados da fronteira.

A proposta vem sendo construída por vereadores de Ponta Porã e concejales de Pedro Juan Caballero, que apresentaram o projeto às autoridades brasileiras e paraguaias.

O projeto já foi discutido com a DINAC (Direção Nacional de Aeronáutica Civil) e a REDIEX (Rede de Investimentos e Exportações do Paraguai), que realizaram visita técnica ao aeroporto.

Presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) afirmou que o entendimento entre os quatro países fortalece uma iniciativa nascida na própria região de fronteira. Segundo ele, o projeto pode consolidar Ponta Porã e Pedro Juan Caballero como referência em integração no Mercosul.

Localizado a pouco mais de 100 metros da linha internacional, o terminal é apontado como estratégico para operar em um modelo binacional. A expectativa é que, futuramente, a estrutura seja integrada ao Porto Seco de Ponta Porã e ao Corredor Bioceânico, ampliando a capacidade logística da região, incentivando o comércio exterior, o turismo e a atração de novos investimentos para Mato Grosso do Sul.

O reconhecimento oficial do aeroporto como binacional ainda depende de estudos técnicos e de acordos entre os governos do Brasil e do Paraguai. Mesmo assim, a assinatura do ALAS é vista por autoridades e defensores do projeto como um avanço nas iniciativas de integração entre os países sul-americanos.