A decisão da China de interromper as exportações de derivados de petróleo colocou mais pressão sobre o mercado internacional nesta quinta-feira (1º) e levou o Brent novamente para a casa dos US$ 100 por barril.
A medida ocorre em um cenário já marcado por restrições na oferta mundial de combustíveis.
O contrato do Brent para dezembro era negociado a US$ 100,09, avanço de 2,1%. Nos Estados Unidos, o WTI subia 2,28%, para US$ 92,48. Antes da recuperação, as cotações chegaram a recuar mais de 1% durante o pregão.
As refinarias chinesas suspenderam, até segunda ordem, os embarques de derivados para destinos fora de Hong Kong e Macau. Entre os produtos atingidos estão diesel, gasolina e combustível de aviação. A prioridade de Pequim é preservar os estoques internos em meio às incertezas sobre o abastecimento.
A retirada temporária da China do mercado exportador pode apertar ainda mais a disponibilidade de combustíveis na Ásia e em outras regiões. A oferta de diesel já vinha sendo afetada pela redução da capacidade de refino relacionada aos conflitos no Oriente Médio e aos ataques contra refinarias russas.
O movimento ocorre enquanto investidores também acompanham as negociações diplomáticas envolvendo Estados Unidos e Irã. As tensões geopolíticas têm provocado forte volatilidade no petróleo e aumentado a preocupação com a segurança das rotas e da produção de energia.
No Brasil, a movimentação internacional também entra no radar por causa do possível impacto sobre os custos dos combustíveis. O governo afirma que o abastecimento de diesel está garantido para outubro, com oferta prevista ligeiramente superior à demanda e estoques estimados em cerca de 15 dias de consumo. (Com Agência Brasil)





