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Trump e Xi Jinping aliviam guerra comercial com acordo de US$ 60 bi

Entendimento alcança produtos agrícolas americanos e bens de consumo chineses e vem acompanhado da prorrogação da trégua entre as duas potências






Estados Unidos e China deram mais um passo para reduzir a tensão comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Após o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping em Washington, os países avançaram em um acordo para dar tratamento tarifário mais favorável a US$ 60 bilhões em mercadorias comercializadas entre os dois mercados.

O montante é dividido igualmente. Cada país selecionou cerca de US$ 30 bilhões em produtos considerados não sensíveis para receber condições tarifárias melhores.

As reduções deverão ser implementadas depois do cumprimento dos procedimentos previstos nas legislações de Washington e Pequim.

Do lado americano, a medida poderá facilitar a entrada na China de produtos como milho, trigo, sorgo, carnes, laticínios, óleos vegetais, pescados, madeira, cosméticos e equipamentos médicos.

A soja, porém, ficou fora da lista de redução tarifária. O produto é tratado separadamente nas negociações comerciais entre os dois países.

Já os Estados Unidos deverão aliviar as tarifas cobradas sobre uma série de mercadorias chinesas. A relação inclui pequenos eletrodomésticos, como cafeteiras e torradeiras, além de brinquedos, roupas de cama, louças, itens de decoração e cadeirinhas infantis para veículos.

O entendimento ocorre depois de anos de disputas comerciais marcadas pela imposição de tarifas e medidas de retaliação entre Washington e Pequim. Cerca de 90% dos produtos incluídos no novo acordo deverão passar a receber o tratamento tarifário de nação mais favorecida.

Além das tarifas, os governos decidiram estender por dois meses a atual trégua comercial, agora válida até 10 de janeiro. O prazo dará mais tempo para que as duas potências negociem questões econômicas ainda pendentes.

A agricultura também ganhou espaço nas conversas. Estados Unidos e China criarão um grupo de trabalho específico para discutir acesso aos mercados e questões regulatórias, com a primeira reunião prevista para ocorrer ainda neste ano.

As negociações incluem ainda outros setores. Os dois países mantêm conversas sobre investimentos, serviços financeiros, inteligência artificial e ampliação do número de voos entre os territórios.

Apesar do avanço, o pacote representa apenas uma parcela do comércio bilateral e não encerra as divergências econômicas entre americanos e chineses. A expectativa é que as próximas rodadas de negociação avancem sobre temas que ficaram de fora do entendimento atual. (Com informações da Agência Brasil)