Campo Grande

PF mantém apreensão de R$ 250 mil após Márcio Fernandes alegar R$ 100 mil

Deputado atribui dinheiro à venda de gado e diz que recurso seria usado em propriedades rurais; origem e destino dos valores seguem sob investigação






A explicação apresentada pelo deputado estadual e candidato à reeleição Márcio Fernandes (PL) abriu uma divergência sobre o dinheiro apreendido na Operação Jogo Limpo, realizada na sexta-feira (25), em Campo Grande.

O parlamentar afirma que o valor recolhido foi de R$ 100 mil, mas a PF (Polícia Federal) mantém a informação de que a apreensão ultrapassou R$ 250 mil em espécie.

Márcio afirma que havia acabado de sacar R$ 100 mil de sua conta pessoal em uma agência bancária quando foi abordado pelos agentes.

Segundo ele, o dinheiro teria origem na venda de gado realizada dias antes e seria destinado ao pagamento de despesas de propriedades rurais.

O deputado também contesta que mais de R$ 250 mil tenham sido apreendidos. Em sua versão, o dinheiro recolhido pelos policiais corresponde ao montante que havia retirado do banco.

A informação apresentada pela PF, no entanto, aponta para uma quantia superior. O balanço divulgado após as diligências registra mais de R$ 250 mil em espécie, além da apreensão de aparelhos eletrônicos e materiais relacionados à campanha.

Operação apura possíveis crimes eleitorais

A Operação Jogo Limpo cumpriu dois mandados de busca e apreensão em endereços vinculados ao investigado. A apuração envolve suspeitas de corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral.

O inquérito apura movimentações financeiras que podem estar relacionadas ao financiamento irregular de campanha e ao aliciamento de eleitores. Os investigadores ainda vão analisar a procedência e a eventual destinação do dinheiro apreendido.

Márcio não foi preso. A apreensão do dinheiro, por si só, não comprova a prática de crime eleitoral, e a investigação ainda não apresentou conclusão sobre a origem ou a finalidade dos valores.

O deputado sustenta que os R$ 100 mil que afirma serem seus têm origem lícita e relação com suas atividades rurais. A diferença entre esse montante e os mais de R$ 250 mil informados pela PF permanece entre os pontos a serem esclarecidos no decorrer da investigação.