Política e Transparência

Azambuja diz que Brasil está caro e defende mais recursos para municípios

Candidato ao Senado critica concentração de recursos no governo federal e afirma que pretende levar ao Congresso modelo de descentralização adotado em MS






“O Brasil está muito caro para as pessoas e para as empresas.” A afirmação é do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), que disputa uma vaga no Senado e defende uma mudança na distribuição dos recursos arrecadados pelo governo federal para ampliar a participação de estados e, principalmente, dos municípios.

A três semanas da eleição, Azambuja sustenta que o aumento da arrecadação federal não tem sido acompanhado, na mesma proporção, por serviços públicos de qualidade.

“Todo mundo acaba pagando a conta de um governo gastador e que não devolve em serviços de qualidade o que arrecada. Isso precisa mudar para melhorar a vida de todos”, afirmou.

O candidato cita a arrecadação federal de quase R$ 2,89 trilhões em 2025, maior valor nominal da série histórica iniciada em 1995. Na comparação com 2024, o crescimento foi de 8,83%, ou 3,65% em termos reais, descontada a inflação pelo IPCA.

Para Azambuja, o problema vai além dos impostos e envolve burocracia, gastos públicos e dificuldades enfrentadas por quem pretende investir. “Quando demora tantos anos para se aprovar uma reforma, quem paga? Quando um empresário desiste de investir, quem perde? É sempre o povo brasileiro quem paga a conta de Brasília”, disse.

É nesse discurso que o ex-governador sustenta o mote “Mais Brasil e menos Brasília”, adotado na campanha. A proposta defendida por ele é reduzir a concentração de recursos na União e ampliar a capacidade financeira dos governos estaduais e municipais.

“A lógica é simples: descentralizar recursos, fortalecer os municípios e criar oportunidades para que todos cresçam”, afirmou.

Azambuja argumenta que esse modelo já foi aplicado durante sua passagem pelo Governo de Mato Grosso do Sul e afirma que pretende defender no Senado uma distribuição maior da arrecadação para os municípios.

“Deu certo no Estado, pode dar certo no Brasil”, declarou.

O ex-governador também critica o tamanho da estrutura federal e afirma que o Senado deve atuar para fortalecer o pacto federativo. Para ele, os municípios precisam receber uma fatia maior dos recursos porque concentram grande parte das demandas diretas da população.

“A arrecadação precisa ser melhor distribuída, sobretudo em favor dos municípios, que é onde tudo acontece”, concluiu.