O laudo que esclarece a causa da morte da ex-vereadora de Campo Grande e ex-deputada estadual Grazielle Salgado Machado foi divulgado na segunda-feira (29).
O documento concluiu que ela sofreu um choque anafilático, uma reação alérgica grave que pode evoluir rapidamente e comprometer as funções vitais do organismo.
A anafilaxia é considerada uma emergência médica e pode ser desencadeada por alimentos, medicamentos, picadas de insetos ou outras substâncias capazes de provocar uma resposta intensa do sistema imunológico. Sem atendimento imediato, o quadro pode ser fatal.
Grazielle morreu na última quarta-feira (24), aos 45 anos, após permanecer internada no Hospital da Cassems, em Campo Grande.
Ela havia procurado atendimento médico na terça-feira (23) apresentando inchaço no rosto e dificuldade para respirar. Segundo informações divulgadas pela família na ocasião, o diagnóstico inicial apontava uma infecção intestinal com suspeita de salmonela. Durante a madrugada, porém, o estado de saúde se agravou e ela não resistiu.
Filha do deputado estadual Londres Machado (PP), Grazielle nasceu em Campo Grande, em 12 de dezembro de 1980. Formada em Publicidade e Propaganda, também atuou como empresária do setor de comunicação e professora universitária, conciliando essas atividades com a carreira política.
Ingressou na vida pública ainda jovem e foi eleita vereadora da Capital em 2004, sendo reeleita em 2008 e 2012. Ao longo dos três mandatos consecutivos na Câmara Municipal, ocupou cargos na Mesa Diretora e desenvolveu projetos voltados à aproximação entre o mandato e a população, além de iniciativas direcionadas à saúde e ao protagonismo feminino.
Em 2014, foi eleita deputada estadual com 39.374 votos, tornando-se a mulher mais votada para o cargo em Mato Grosso do Sul naquela eleição. Na Assembleia Legislativa, integrou a Mesa Diretora, presidiu a Comissão de Acompanhamento da Execução Orçamentária e participou de colegiados voltados aos direitos das mulheres, assistência social, combate à violência doméstica, questões indígenas e desenvolvimento agrário.
Após deixar a Assembleia, Grazielle permaneceu na vida pública. Em 2024, disputou uma vaga na Câmara Municipal de Campo Grande pelo PSDB, ficando como suplente. Nos últimos meses, exercia função na Casa Civil do Governo de Mato Grosso do Sul.
Além da trajetória política, deixa os filhos Giovanna e Gabriel. Ela também foi mãe de Londres Haruo, que morreu ainda jovem. A morte da ex-deputada gerou manifestações de pesar de autoridades e lideranças políticas de diferentes partidos, que destacaram sua atuação em defesa da participação feminina na política e de pautas voltadas ao desenvolvimento do Estado.





