O deputado estadual Val Ceasa (PRD) é um dos alvos, nesta quinta-feira (18), de uma operação da Polícia Civil do RJ e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) contra agentes públicos suspeitos de ligação com o TCP (Terceiro Comando Puro), a 2ª maior facção do tráfico do RJ.
Também sofreram buscas o ex-vereador do Rio de Janeiro Ulisses Marins (União Brasil) e um ex-assessor parlamentar. Ao todo, são cumpridos 14 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio. Um dos endereços é a Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).
Segundo a força-tarefa, o trio interveio para tentar impedir a demolição do “resort” do chefão do TCP. A operação policial para pôr o imóvel abaixo chegou a ser adiada.
Na casa de Val Ceasa, agentes apreenderam R$ 166 mil em espécie.
O g1 procurou a defesa dos envolvidos e aguarda resposta.
Ação para salvar ‘resort’
A investigação começou na Ciaf (Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro) da Polícia Civil e foi remetida ao MPRJ. O procurador-geral de Justiça do estado, Antonio José Campos Moreira, pediu os mandados, e a Justiça deferiu as buscas desta quinta.
A força-tarefa encontrou indícios de que esses agentes públicos procuraram a Polícia Militar para impedir a demolição de imóveis de luxo do TCP — um deles é o “resort” do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, chefão da facção.
O espaço, batizado de “Resort Green”, ficava em uma área de preservação ambiental em Parada de Lucas, que compõe o Complexo de Israel, principal reduto do TCP. A propriedade tinha piscinas e até um lago para a criação de carpas.
Segundo o MPRJ, os investigados teriam usado a influência dos cargos para alegar que os imóveis seriam destinados à prestação de serviços sociais.
No entanto, as apurações indicam que essa justificativa não correspondia à realidade.
Os mandados foram autorizados pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e são cumpridos na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), na Ceasa e em outros endereços localizados na capital fluminense e no Espírito Santo.
O que dizem os envolvidos
Nota da Prefeitura do Rio
“A Prefeitura do Rio informa que o ex-vereador Ulisses de Almeida Marins não integra os quadros de servidores municipais. Os atos publicados no dia 10 de novembro de 2025 foram tornados sem efeito no dia 17 de novembro de 2025 pois a Prefeitura do Rio possui, desde 2021, um setor na Secretaria de Integridade que analisou e reprovou a sua nomeação.” (Com g1)






