Pacientes que buscaram atendimento na manhã de segunda-feira (4) em um posto de saúde do bairro Tiradentes deram de cara com portas fechadas e consultas suspensas.
A situação foi denunciada pelo vereador Rafael Tavares (PL), que esteve no local e apontou paralisação parcial dos serviços em pleno horário de funcionamento.
Segundo o parlamentar, a interrupção atingiu inclusive pacientes com consultas previamente agendadas. No local, ele encontrou pessoas aguardando sem qualquer informação sobre quando o atendimento seria retomado.
De acordo com uma placa fixada na unidade, os serviços foram suspensos entre 7h e 13h para a realização de uma “Conferência Local em Saúde”. Na prática, porém, a medida deixou usuários sem assistência durante boa parte do dia.
Entre os casos relatados, uma mãe aguardava atendimento para o filho ao meio-dia, mesmo diante da ausência de profissionais. A cena, segundo Tavares, escancara a desorganização enfrentada pela população.
Politicagem
“É um absurdo. A pessoa se programa, agenda consulta e encontra o posto fechado porque estão discutindo politicagem. Quem precisa de atendimento fica sem resposta”, criticou.
O vereador afirmou que a situação não é pontual e reflete problemas estruturais na gestão da saúde pública. Para ele, a paralisação durante o expediente evidencia falhas que precisam ser corrigidas com urgência.
“Não é um caso isolado. É um sistema que não funciona como deveria. A saúde não pode parar enquanto a população fica esperando”, disse.
Tavares voltou a defender mudanças no modelo de gestão, incluindo a possibilidade de parcerias com Organizações Sociais (OS), tema que já vem sendo discutido na Câmara Municipal.
“Com metas, cobrança e responsabilidade, esse tipo de situação não acontece. Quem paga o preço hoje é a população”, afirmou.
O parlamentar disse que seguirá fiscalizando unidades de saúde.






