Paralisados desde esta segunda-feira (30), trabalhadores dos hospitais universitários de Campo Grande e Dourados pressionam por recomposição salarial que pode chegar a 25%, incluindo perdas acumuladas durante a pandemia e correção inflacionária.
O movimento, segundo o G1MS, atinge unidades ligadas à Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e à Universidade Federal da Grande Dourados, embora os atendimentos de urgência e serviços essenciais estejam mantidos.
Entre as principais reivindicações está a reposição baseada no INPC, além de uma recomposição de 11% referente ao período da pandemia.
Em Dourados, a pauta é ainda mais ampla, com cobrança de 25% de perdas, reajuste do piso salarial e inclusão de benefícios como cesta básica e auxílio alimentação.
Em Campo Grande, cerca de 40% dos aproximadamente 900 servidores aderiram à paralisação no hospital vinculado à UFMS. Desse total, a maioria está concentrada na área administrativa, enquanto profissionais da assistência — como enfermagem e técnicos — também participam. Na enfermaria, metade da equipe interrompeu as atividades.
Já em Dourados, a adesão envolve 110 trabalhadores de um universo de mil servidores. No município, o sindicato pressiona a gestão para suspender cirurgias eletivas e restringir a entrada de novos pacientes como forma de intensificar o movimento.
A empresa responsável pela gestão das unidades, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, informou que mantém negociação com os sindicatos, mediada pelo Tribunal Superior do Trabalho desde a última semana. Uma nova rodada de conversa está prevista para esta tarde, na tentativa de encerrar o impasse.





