O Ibovespa opera no negativo contaminado pelo viés externo negativo, em meio a preocupações relacionadas ao conflito no Oriente Médio, enquanto Braskem figurava entre as maiores quedas, tendo também no radar o balanço do quarto trimestre, com prejuízo de mais de R$ 10 bilhões.
or volta das 10h40, Ibovespa caía 0,50%, aos 181.818,88 pontos.
No mesmo horário, o dólar à vista subia 0,19%, cotado a R$ 5,25 na venda.
Após abertura em leve alta, o dólar se reaproximou da estabilidade ante o real nesta manhã de sexta-feira, enquanto no exterior a moeda norte-americana mantém o viés positivo ante a maior parte das demais divisas, em mais um dia de apreensão com o andamento da guerra no Oriente Médio.
Em relatório a clientes nesta manhã, o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, citou o dólar em torno de R$ 5,20 ou menos como ponto de compra de moeda por importadores. No caso dos exportadores, o ponto de venda de dólares estaria em torno de R$ 5,28 ou um pouco mais.
No exterior, os mercados reagem à pausa de dez dias dos ataques dos Estados Unidos às usinas do Irã, anunciada na véspera pelo presidente Donald Trump. A pausa durará até 6 de abril.
Ao mesmo tempo, conforme reportagem do Wall Street Journal, o Pentágono avalia o envio de até 10 mil soldados adicionais ao Oriente Médio, para oferecer a Trump mais opções militares.
Sem um desfecho claro para a guerra, o petróleo tipo Brent supera os US$ 110 o barril, refletindo os receios de que o Estreito de Ormuz - importante ponto de transporte da commodity - siga na mira do Irã.
Mais cedo, o Banco Central informou que o país teve déficit em transações correntes de US$ 5,614 bilhões em fevereiro, acima do déficit de US$ 5,4 bilhões projetado por economistas consultados pela Reuters. Na outra ponta, o Brasil recebeu US$ 6,754 bilhões em investimentos diretos no país em fevereiro, abaixo dos US$ 7,6 bilhões projetados na pesquisa. (Com CNN)





