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Venezuela e Irã ajudam Trump a se distanciar da Otan, diz professor

Prof. Marcus Vinicius de Freitas avalia, no Live CNN, que ações militares dos EUA reforçam capacidade militar independente e demonstram tentativa de Trump de reduzir dependência da aliança






As recentes operações militares dos Estados Unidos na Venezuela e no Irã demonstram uma tentativa de Donald Trump de se distanciar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), segundo análise do professor Marcus Vinicius de Freitas, da China Foreign Affairs University, no Live CNN.

De acordo com o especialista, as ações militares americanas, como a Operação Martelo da Meia-Noite contra instalações nucleares iranianas e a operação da captura de Nicolás Maduro na Venezuela, têm dado a Trump a musculatura necessária para reafirmar a força militar dos Estados Unidos independentemente da aliança com a Otan.

Operações militares como demonstração de poder

Freitas destacou que a operação contra instalações nucleares do Irã representa uma afronta ao direito internacional, uma vez que estabelece-se dentro das normas internacionais que não se deve atacar este tipo de estrutura devido ao potencial impacto para o país alvo e nações vizinhas. Já na Venezuela, o professor avalia que os Estados Unidos executaram uma estratégia bem-sucedida.

Em seu discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suiça, Trump teria afirmado que os equipamentos chineses e russos não conseguiram acompanhar a movimentação militar americana durante a operação venezuelana, demonstrando superioridade tecnológica. "Com essas coisas Trump se sente muito mais empoderado e muito mais capacitado para sair distribuindo ameaças como xerife do mundo", destacou o professor.

Distanciamento da Otan

O professor argumenta que Trump não tem interesse em manter o atual nível de comprometimento com a Otan porque "a Europa já não lhe rende mais o fruto econômico necessário". Segundo Freitas, o político americano não vê mais utilidade na organização, considerando que ela tem custado muito dinheiro aos Estados Unidos.

Trump tem tentado constantemente empurrar os custos da aliança para os europeus, e as operações militares bem-sucedidas no Irã e Venezuela servem como demonstração de que os Estados Unidos possuem "o melhor exército do mundo" e podem atuar de forma independente. Esta postura reforça a narrativa de Trump de que os EUA podem criar "muitos problemas" para adversários sem necessariamente depender da estrutura da Otan.

 

CNN Brasil