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Em Davos, Trump oficializa Conselho da Paz e ataca a ONU

Presidente dos Estados Unidos convidou lideranças de cerca de 60 países para participar do órgão.






Com críticas à Organização das Nações Unidas (ONU) e um plano para reconstruir a Faixa de Gaza com uma fila de arranha-céus, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou oficialmente nesta quinta-feira (22) seu "Conselho da Paz", estrutura criada por seu governo para supervisionar a paz na Faixa de Gaza e reconstruir o território palestino.

Em cerimônia dentro do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, Trump disse que seu conselho terá aval "para fazer tudo o que quisermos" não só em Gaza, e seu governo também apresentou um plano de reconstrução que chamou de "Nova Gaza".

"Quando esse conselho estiver completamente formado, poderemos fazer praticamente tudo o que quisermos. E faremos isso em conjunto com as Nações Unidas", disse Trump, que será o presidente vitalício.

Cerca de 30 dos 60 líderes mundias que aceitaram participar do conselho — o presidente Lula foi convidado para integrar o Conselho da Paz, mas ainda não respondeu ao convite. Já o presidente argentino, Javier Milei, participou da cerimônia desta quinta.

Em discurso na cerimônia, Trump disse ser um "dia muito empolgante" e voltou a criticar a ONU — que críticos dizem que Trump quer substituir com a crianção de seu "Conselho da Paz".

"Eu nunca nem falei com a ONU. Eles tinham um potencial tremendo", afirmou Trump. No entanto, ele disse que seu conselho dialogará "com muitos outros, incluindo a ONU".


A proposta de Trump é que o conselho não se dedique apenas a Gaza, mas que comece pelo território palestino, que ele disse que será "desmilitarizado e lidamente reconstruído".

Na ocasião, o presidente norte-americano assinou um documento que formaliza o conselho. Também assinaram outros membros do grupo convidados por Trump e que estavam no palco. Entre eles:

O presidente da Argentina, Javier Milei;
O presidente do Paraguai, Santiago Pena
O presidente do Azerbaijão, Ilham Aliye;
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán;
O presidente da Indonésia, Prabowo Subianto;
A presidente do Kosovo, Vjosa Osmani.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, também discursou na cerimônia e disse que o conselho será "um conselho não só da paz, mas da ação". Com informações do G1.