Economia

Governo prorroga subsídio de R$ 2,12 por litro de diesel por mais 30 dias

Medida busca conter os efeitos das oscilações do petróleo no mercado internacional sobre os preços dos combustíveis no Brasil.






O governo federal anunciou nesta terça-feira (27) que vai manter por mais 30 dias o subsídio de R$ 2,12 por litro de óleo diesel.

A medida busca amenizar os impactos das oscilações do preço do petróleo no mercado internacional sobre o combustível vendido no Brasil.

A prorrogação será oficializada por meio de uma portaria a ser publicada no Diário Oficial da União (DOU).

O benefício é destinado a produtores e importadores de diesel, com o objetivo de reduzir a pressão sobre os preços do combustível no país.

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, já havia sinalizado que o governo discutia a continuidade do subsídio e que uma decisão seria anunciada após reuniões ao longo do dia.

Segundo o governo federal, os gastos com a prorrogação serão compensados por receitas extraordinárias provenientes do setor de petróleo. A intenção é manter a medida sem aumentar o impacto sobre as contas públicas.

Como funciona o subsídio ao diesel?

O subsídio está previsto na Medida Provisória nº 1.391, de 11 de setembro de 2026, que autorizou o governo federal a repassar recursos a produtores e importadores de diesel para reduzir os efeitos das instabilidades no mercado internacional de combustíveis.

Na prática, a União concede uma ajuda financeira de R$ 2,12 por litro aos agentes contemplados pela medida, buscando evitar que as oscilações externas sejam integralmente repassadas aos preços praticados no Brasil.

A iniciativa foi adotada em meio às incertezas provocadas por conflitos geopolíticos, que influenciam os custos de produção e comercialização de combustíveis.

De acordo com o Ministério do Planejamento e Orçamento, a renovação terá validade de 30 dias, mas poderá ser prorrogada novamente, dependendo do comportamento dos preços e das condições do mercado internacional.

A manutenção do subsídio, no entanto, não significa uma redução automática de R$ 2,12 no preço pago pelos motoristas nos postos, já que o valor final também depende de fatores como distribuição, revenda e tributos. (Agência Brasil)