O vizinho suspeito de matar o mecânico Aristóteles Onassis Tufaile, de 47 anos, confessou o crime e alegou ter sido agredido com pedras e pedaços de madeira durante uma discussão no Jardim Batistão, em Campo Grande. O homem, de 66 anos, foi preso em flagrante no fim da tarde desta terça-feira (20), após fugir de carro e se envolver em um acidente de trânsito.
O caso teria sido motivado por desentendimentos relacionados à construção de um muro entre as propriedades. Durante a discussão, o suspeito sacou um revólver calibre .38 e efetuou disparos contra Aristóteles e o filho dele, de 23 anos.
O jovem teria entrado na frente do vizinho para tentar proteger o pai, mas acabou atingido por um tiro no abdômen. Ele foi socorrido em estado grave e encaminhado à Santa Casa. Aristóteles foi baleado na cabeça e morreu no local.
Suspeito relatou agressões
Conforme informações policiais, após ser localizado por uma equipe da Força Tática da 10ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), o homem confessou ter atirado contra as vítimas.
Em depoimento aos policiais, ele afirmou que havia sido ofendido e atingido por pedras e pedaços de madeira arremessados durante o desentendimento. O suspeito também declarou possuir uma arma de fogo sem registro desde o período em que morava em uma chácara no município de Dois Irmãos do Buriti.
Com o homem, os policiais apreenderam um revólver Taurus calibre .38, com cinco munições deflagradas. O veículo utilizado na fuga foi removido para o pátio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).
Após a abordagem, o suspeito recebeu voz de prisão em flagrante e foi encaminhado à delegacia.
Família lamenta morte do mecânico
Aristóteles foi lembrado pelos familiares como um “super pai e apaixonado pela esposa”. O mecânico morava havia cerca de 20 anos no imóvel onde ocorreu o crime. Já o vizinho teria se mudado para a região aproximadamente um mês antes.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil. Capital News






