O histórico de violência doméstica contra Bruna dos Santos Maroto, assassinada em dezembro de 2024, no Jardim Los Angeles, em Campo Grande, terminou com a condenação do então namorado, Edvan da Silva Rodrigues, a 30 anos e oito meses de prisão.
A sentença foi definida na quarta-feira (21), quase dois anos depois do feminicídio.
Bruna já havia procurado a polícia para denunciar agressões e possuía uma medida protetiva contra o companheiro.
Apesar da proteção judicial, os dois retomaram o relacionamento. O último registro de violência feito pela vítima contra Edvan ocorreu em novembro de 2023.
O crime aconteceu em 27 de dezembro de 2024, dentro da residência do acusado. Conforme a denúncia apresentada pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), a mulher foi agredida violentamente e atingida por golpes de faca.
Ela apresentava ferimentos graves no rosto e no crânio.
Após o assassinato, Edvan foi localizado e preso na casa de um amigo. Durante a investigação, apresentou diferentes versões sobre a morte da companheira. Inicialmente, alegou que havia saído para fazer compras e encontrado Bruna sem vida ao retornar.
Em outro momento, afirmou que a mulher teria sofrido uma crise epiléptica e se machucado ao cair no chão. Durante o interrogatório policial, entretanto, acabou confessando o assassinato.
Réu mudou versão durante julgamento
Ao comparecer ao Tribunal do Júri de Campo Grande, na quarta-feira, Edvan voltou a negar a responsabilidade pela morte. Diante dos jurados, sustentou que encontrou a companheira já sem vida e que tentou conseguir ajuda para socorrê-la.
A versão apresentada em plenário não impediu a condenação. O julgamento terminou por volta das 15h30, quando o juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, estabeleceu a pena de 30 anos e oito meses de reclusão, em regime inicialmente fechado.
Além da prisão, o condenado deverá pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais aos familiares da vítima.
O processo também trouxe à tona os registros anteriores de violência doméstica atribuídos ao réu, reforçando o histórico de agressões que antecedeu o feminicídio.
Com a decisão, Edvan passa a responder judicialmente pela morte de Bruna, em um caso que expõe a gravidade da violência doméstica e os riscos enfrentados por mulheres mesmo após a concessão de medidas protetivas. (Com informações do portal Midiamax)






