Pelo menos 33 pessoas morreram e outras 18 ficaram feridas nesta quinta-feira (8), após um bombardeio russo atingir uma área de transporte coletivo em Kramatorsk, no leste da Ucrânia.
A gravidade do ataque levou as autoridades a suspenderem a circulação de ônibus na cidade e na vizinha Sloviansk, diante do risco de novas ofensivas.
Segundo a polícia ucraniana, dois ônibus urbanos estavam em circulação na rua atingida pela explosão.
O presidente Volodymyr Zelensky informou que o bombardeio ocorreu nas proximidades de um ponto de ônibus. Imagens divulgadas pelas autoridades mostram veículos destruídos, destroços espalhados pela via e vítimas caídas no local.
A Polícia Nacional da Ucrânia identificou o armamento utilizado como uma bomba aérea de precisão D-30SN. O governador da região de Donetsk, Vadym Filashkin, acusou as forças russas de escolherem deliberadamente uma área movimentada para provocar o maior número possível de mortes.
Diante da situação, Filashkin determinou a interrupção do transporte público nas duas cidades e voltou a orientar os moradores que ainda permanecem na região a procurar locais mais seguros.
Kramatorsk ocupa uma posição estratégica no conflito por integrar o chamado cinturão de fortalezas ucranianas, conjunto de cidades que desempenham papel importante na defesa da região de Donetsk. A Rússia tenta ampliar seu domínio sobre esse território, enquanto as forças de Kiev resistem ao avanço militar.
Centros urbanos
O bombardeio ocorre em meio à intensificação dos ataques russos contra centros urbanos e instalações de infraestrutura. Na quarta-feira (7), uma ofensiva aérea de grandes proporções atingiu diferentes regiões da Ucrânia, principalmente estruturas de fornecimento de energia elétrica, deixando dezenas de mortos.
A capital Kiev também voltou a ser atacada nesta quinta-feira. Segundo o prefeito Vitali Klitschko, drones russos provocaram a morte de três pessoas e deixaram outras 14 feridas.
Até o momento, Moscou não havia se pronunciado especificamente sobre o bombardeio em Kramatorsk. O governo russo nega atacar intencionalmente a população civil, embora cidades ucranianas sejam atingidas com frequência desde o início da invasão, em fevereiro de 2022.
A nova ofensiva amplia a preocupação com a segurança da população nas áreas próximas à linha de frente, onde os ataques aéreos têm dificultado a manutenção de serviços básicos e aumentado a pressão para a retirada de moradores. (Com Reuters)





