Apontada pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) como uma das chefes de um esquema que teria movimentado mais de R$ 27 milhões, a empresária Rossana Paroschi Jafar deixou a prisão nesta quarta-feira (30), informa reportagem do G1MS.
Presa desde julho, ela passou para prisão domiciliar depois que a defesa relatou o agravamento de seu estado de saúde dentro da unidade prisional.
De acordo com a publicação, Rossana tem epilepsia e, segundo a defesa, sofreu duas crises convulsivas enquanto estava presa. Exames e um laudo médico foram apresentados à Justiça para sustentar que a permanência no cárcere poderia agravar o quadro.
A juíza Eucélia Moreira Cassal, da 3ª Vara Criminal de Campo Grande, autorizou a prisão domiciliar, mas manteve medidas cautelares. Entre elas está o uso de tornozeleira eletrônica.
A magistrada ressaltou que a mudança não representa o encerramento da prisão preventiva, mas permite que a empresária tenha acesso ao tratamento médico.
Rossana foi presa em 7 de julho durante a Operação Gutenberg, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).
A investigação mira suspeitas de fraude em licitações, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo contratos públicos principalmente nas áreas de saúde e educação.
Segundo o MPMS, o grupo teria usado a influência de servidores na regulação da saúde para pressionar gestores municipais a contratar a Editora Avante para fornecimento de livros paradidáticos. A investigação aponta que os valores movimentados pelo esquema ultrapassaram R$ 27 milhões.
A Justiça aceitou a denúncia contra os investigados em agosto. Em setembro, porém, a ação foi suspensa após a defesa de Giovanni Paroschi Jafar questionar a atuação de uma magistrada no processo. Caberá ao TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) definir qual juízo ficará responsável pelo caso.
As defesas dos envolvidos negam irregularidades nas contratações investigadas.




