Policial

Testemunha viu encapuzados invadirem casa antes de jovens serem mortas

Irmão de criação de uma das vítimas conseguiu escapar; polícia já identificou grupo que esteve no imóvel horas antes do duplo homicídio






O irmão de criação de Vitória Gabriely Souza Cordeiro, de 19 anos, presenciou a invasão da casa onde ela e a amiga, Ellen Vitória Moreira da Cruz, de 20 anos, foram mortas a facadas durante a madrugada de quarta-feira (23), em Rochedo, com cerca de 5,2 mil habitantes e fica às margens da MS-080, a aproximadamente 137 quilômetros de Campo Grande..

O imóvel foi incendiado após o crime.

Segundo o delegado Valmir Moura, responsável pela investigação, dois homens encapuzados entraram na residência por volta das 3h.

O rapaz, que também morava no local, conseguiu escapar e procurou a polícia ainda durante a madrugada. Ele é considerado uma testemunha importante para esclarecer a dinâmica do crime e identificar os autores.

A investigação também avançou sobre a movimentação na residência antes das mortes. Entre meia-noite e 2h, três ou quatro pessoas estiveram no imóvel consumindo drogas. O grupo já foi identificado pela polícia e teria deixado a casa antes da chegada dos criminosos.

Porções de cocaína foram encontradas no imóvel. Apesar disso, a Polícia Civil ainda apura se o consumo ou eventual comércio de drogas tem relação direta com as execuções. Também não está definido se o duplo homicídio está ligado a uma disputa entre facções criminosas.

Imagens de câmeras de segurança registraram um homem em frente à residência por volta das 4h. A principal suspeita, porém, é de que os autores tenham acessado o imóvel pelos fundos, onde foram encontradas pegadas que agora integram a investigação.

Vitória Gabriely havia alugado a casa havia menos de dois meses e morava no local. Ellen era amiga dela e havia chegado na terça-feira (22) para passar a noite.

As duas foram atacadas com golpes de faca antes de o imóvel ser incendiado. Os corpos foram encontrados após o fogo na manhã de quarta-feira.

A polícia chegou a receber informações de que o sobrevivente e as vítimas teriam sido amarrados e amordaçados, mas essa versão foi descartada pelo delegado. Até o momento, o caso é investigado como duplo homicídio qualificado. A hipótese de feminicídio não é considerada inicialmente pela Polícia Civil.