Policial

77 'carcaças' de motos são achadas um dia após operação contra desmanche

Estruturas estavam escondidas em área de vegetação em Anhanduí e foram encontradas por um morador; polícia vai investigar a origem das motocicletas






Um verdadeiro “cemitério” de motocicletas desmontadas foi descoberto em meio a um matagal em Anhanduí, distrito de Campo Grande, nesta quarta-feira (23). Pelo menos 77 quadros de motos estavam espalhados e escondidos na vegetação, levantando suspeitas sobre a origem dos veículos e a possível existência de outras peças na área.

A descoberta, segundo reportagem do G1MS, começou quando um morador que passava pela região percebeu as estruturas metálicas e acionou a GCM (Guarda Civil Metropolitana).

De acordo com a publicação, a primeira varredura encontrou aproximadamente 40 quadros, mas o número praticamente dobrou conforme os agentes avançaram pelo matagal.

Ao final do levantamento inicial, mais de 77 estruturas já haviam sido localizadas. As buscas continuaram para verificar se outras peças de motocicletas foram abandonadas ou escondidas no mesmo ponto.

Agora, uma das principais frentes da investigação será descobrir de onde vieram as motos e se os quadros pertencem a veículos furtados ou roubados. As numerações existentes nas estruturas poderão ajudar na identificação.

Todo o material recolhido foi encaminhado à Defurv (Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos), responsável pelo registro da ocorrência e pela apuração da procedência das peças.

Descoberta ocorre após operação contra desmanche

O achado chama atenção também pelo momento em que ocorreu. Apenas um dia antes, uma operação conduzida pela Defurv prendeu três suspeitos investigados por suposto envolvimento com um desmanche clandestino de motocicletas em Campo Grande.

Entre os presos está o proprietário de uma oficina de motos localizada na Avenida Gury Marques.

Até o momento, porém, não há confirmação de que os 77 quadros encontrados em Anhanduí tenham relação com o desmanche investigado na operação. A eventual ligação dependerá da identificação das estruturas e do avanço das investigações.

A quantidade de peças encontradas transforma a área em um dos pontos centrais da nova apuração. Além de identificar cada motocicleta, os investigadores deverão tentar esclarecer quem utilizava o matagal para descartar as estruturas e qual destino era dado às demais peças dos veículos.