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Bitcoin dispara 4,5% e volta a mirar faixa dos US$ 82 mil

Criptomoeda se aproxima dos US$ 80 mil após três dias seguidos de alta, enquanto mercado deixa em segundo plano pressão dos juros nos Estados Unidos






O bitcoin voltou a ganhar força e se aproximou da marca de US$ 80 mil, ampliando a recuperação registrada nos últimos dias. Às 10h55, no horário de Brasília, a maior criptomoeda do mercado avançava 4,5% em 24 horas, negociada a US$ 79.930.

O movimento representa o terceiro dia consecutivo de valorização. No acumulado dos últimos sete dias, o bitcoin registra alta de 1,6% e volta a se aproximar de uma região considerada importante pelos analistas para definir os próximos passos do ativo.

A recuperação ocorre mesmo após uma semana marcada por notícias que, inicialmente, aumentaram a cautela dos investidores. Entre elas estão a elevação dos juros pelo Fed (Federal Reserve) e a rejeição, no Senado dos Estados Unidos, do Clarity Act, projeto voltado à regulamentação do mercado de criptomoedas.

US$ 82 mil voltam ao radar

A Vault Capital avalia que o comportamento do bitcoin na faixa entre US$ 78 mil e US$ 78,6 mil será importante para determinar a continuidade da valorização. Caso consiga fechar acima dessa região, a criptomoeda poderá voltar a testar a resistência próxima dos US$ 82 mil.

A projeção considera ainda o mercado de opções. Segundo Marco Aurélio de Camargos, CIO da Vault, 44% das opções em aberto vencem em 25 de setembro, movimento que poderá enfraquecer algumas das atuais zonas de resistência. A consultoria vê possibilidade de o bitcoin avançar até aproximadamente US$ 82,5 mil depois desse vencimento.

O patamar já foi alcançado recentemente. No início de setembro, o bitcoin chegou a superar os US$ 82 mil, maior nível registrado desde maio, mas perdeu força posteriormente diante das expectativas de aperto monetário nos Estados Unidos.

Mercado reage apesar das notícias negativas

Para Vinicius Bazan, CEO da Underblock, o comportamento recente mostra resistência do mercado de criptomoedas diante do cenário externo. Há um mês, o bitcoin estava próximo de US$ 64 mil e, desde então, recuperou uma parcela expressiva do valor.

O analista considera que o desempenho pode representar uma mudança no comportamento do mercado e avalia que a região mais baixa do atual movimento de preços pode ter ficado para trás.

O Fed elevou nesta semana os juros dos Estados Unidos pela primeira vez desde 2023. Apesar da decisão, as projeções apresentadas pela autoridade monetária foram interpretadas por parte do mercado como menos duras do que se temia, especialmente porque não indicaram novos aumentos em 2027.

Dinheiro volta aos fundos de bitcoin

Outro sinal acompanhado pelos investidores veio dos ETFs (fundos negociados em bolsa) de bitcoin à vista nos Estados Unidos. Na quinta-feira (17), esses produtos tiveram entrada líquida de US$ 159,5 milhões, interrompendo dois pregões consecutivos de retirada de recursos.

O IBIT, administrado pela BlackRock, concentrou a maior entrada, com saldo positivo de US$ 183,7 milhões entre compras e vendas de cotas.

O movimento foi diferente entre os fundos ligados ao ether, segunda maior criptomoeda do mercado. Os ETFs do ativo registraram saída líquida de US$ 39,3 milhões.

O aumento dos preços também melhorou o humor dos investidores. O índice Fear & Greed, que mede o sentimento no mercado de criptomoedas, avançou de 65 para 68 pontos.

A pontuação mantém o indicador na região classificada como “ganância”, sinalizando maior disposição dos investidores para assumir riscos. A escala varia de zero a 100, com números mais baixos associados ao medo e os mais altos a um mercado mais otimista.

Apesar da recuperação, a região dos US$ 82 mil continua sendo uma barreira relevante. A capacidade do bitcoin de superar esse nível deverá ser observada pelo mercado para avaliar se a atual valorização terá força para continuar.