O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) decidiu não atender à pressão de parlamentares da oposição para antecipar uma reunião da CCAI (Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência) sobre a atuação da inteligência da PF (Polícia Federal).
Presidente do colegiado, Nelsinho descartou realizar o encontro já na próxima segunda-feira (14), como vinha sendo articulado nos bastidores. A decisão é aguardar a sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) prevista para terça-feira (15) antes de definir uma nova data.
A avaliação é de que possíveis decisões e manifestações dos ministros podem alterar o cenário e ajudar a delimitar os fatos que posteriormente serão analisados pela comissão. A intenção também é evitar que a reunião ocorra em meio ao clima de confronto provocado pelo caso.
Nos bastidores, o senador Rogério Marinho (PL-RN) e o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) defendiam a realização da sessão na segunda e chegaram a comunicar a possibilidade a parlamentares e jornalistas. A definição da data, porém, cabe à presidência da CCAI.
Oposição quer explicações da PF
A pressão ocorre após informações sobre relatórios produzidos pela inteligência da PF que teriam registrado o monitoramento de conversas do ministro André Mendonça.
Parlamentares querem saber em quais circunstâncias os documentos foram produzidos e cobrar explicações sobre a atuação da cúpula da PF. A oposição também pretende discutir se o Congresso deverá adotar medidas adicionais de fiscalização e controle.
A posição dentro da comissão é de que a apuração deve ocorrer com independência, mas sem transformar o colegiado em palco para o embate político que envolve o caso.
Mesmo com o recesso branco no Congresso em razão da campanha eleitoral, senadores estão se mobilizando para retornar a Brasília na próxima semana. A expectativa é garantir quórum quando a reunião for efetivamente convocada.
O encontro da CCAI será secreto. O regimento prevê sigilo para reuniões que envolvam informações sensíveis relacionadas às atividades de inteligência.





