Policial

Ex-diretor de presídio em MS vira réu por propina de R$ 300 mil

Acusação aponta que dinheiro teria sido pago para garantir exclusividade na venda de drogas e até permitir uma pistola dentro da penitenciária






O ex-diretor da PED (Penitenciária Estadual de Dourados), policial penal Rangel Schveiger, virou réu acusado de receber R$ 300 mil de um detento em troca de vantagens dentro do presídio, entre elas o controle exclusivo da venda de drogas e autorização para manter uma pistola na unidade, segundo reportagem do portal G1MS.

A denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), aceita pela Justiça, inclui outras dez pessoas.

Entre os acusados estão servidores públicos, advogados e supostas lideranças de organizações criminosas.

De acordo com a acusação, o grupo teria montado um esquema de pagamento de propina, favorecimento e concessão de regalias dentro da penitenciária.

Os denunciados respondem, conforme a participação atribuída a cada um, por crimes como corrupção ativa e passiva, organização criminosa, advocacia administrativa, favorecimento real, violação de sigilo profissional e fraude em licitações.

Rangel afirma que ainda não foi formalmente citado pela Justiça e nega ter cometido irregularidades. Segundo o ex-diretor, sua atuação à frente da unidade sempre ocorreu dentro da lei e dos deveres do cargo público. As defesas dos demais acusados não foram localizadas.

Investigação começou com a Operação Sátrapa

O processo é resultado da Operação Sátrapa, deflagrada em fevereiro de 2025 pela FICCO (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado). A investigação apurou suspeitas de corrupção e outros crimes praticados dentro da PED.

Na época da operação, Rangel foi afastado da direção do presídio. A denúncia contra ele e os outros dez acusados foi recebida em 28 de julho de 2026 pelo juiz Marcel Goulart Vieira, da 2ª Vara Criminal de Dourados.