Policial

iPhone parcelado e cobrança armada levam PF a esquema de R$ 10 milhões

Investigação aponta que eletrônicos vinham ilegalmente do Paraguai e clientes inadimplentes eram intimidados até com armas de grosso calibre






O que começava com a oferta de eletrônicos pelas redes sociais podia terminar em ameaça para quem ficasse devendo. Esse é o esquema investigado pela PF (Polícia Federal), que prendeu dois suspeitos nesta quarta-feira (9), em Campo Grande, e conseguiu na Justiça o bloqueio de até R$ 10 milhões em patrimônio.

De acordo com a investigação, o grupo trazia produtos eletrônicos ilegalmente do Paraguai e montou um sistema informal de vendas parceladas.

As mercadorias, segundo reportagem do G1, eram anunciadas nas redes sociais e negociadas diretamente com os compradores.

A cobrança, porém, teria passado longe de uma simples mensagem lembrando a dívida. A PF aponta que clientes inadimplentes eram ameaçados e que armas de fogo de grosso calibre teriam sido usadas nas intimidações.

A Operação Nexum cumpriu 12 mandados de busca e apreensão e duas prisões preventivas, todos em Campo Grande. As ordens partiram da 5ª Vara Federal da Capital.

Um terceiro investigado permaneceu em liberdade, mas terá de usar tornozeleira eletrônica. Ele também está proibido de frequentar a região de fronteira e de manter contato com os demais alvos da investigação.

Suspeitas vão além dos eletrônicos

A investigação avançou para outros possíveis crimes. A PF encontrou indícios de envolvimento dos suspeitos com empréstimos informais, extorsão, tráfico de drogas, posse e porte irregular de armas de fogo e lavagem de dinheiro.

A Justiça também apertou o cerco financeiro contra o grupo. Imóveis e ativos de pessoas e empresas relacionadas aos investigados poderão ficar indisponíveis até o limite de R$ 10 milhões.

Quatro veículos tiveram o sequestro autorizado e três empresas apontadas como parte da estrutura do esquema tiveram as atividades suspensas.

Mais de 50 policiais federais participaram da operação realizada nesta quarta-feira na Capital.