Policial

Família denuncia espancamento após detento morrer em presídio

Interno de 56 anos passou mal na PED, foi levado ao Hospital da Vida e morreu horas depois.






A morte de um detento de 56 anos, identificado como Edmilson Fernandes, é investigada após a família denunciar uma suposta agressão dentro da PED (Penitenciária Estadual de Dourados).

Segundo o portal Dourados Informa, Edmilson passou mal durante a madrugada de segunda-feira (7), recebeu atendimento e foi levado ao Hospital da Vida, onde morreu por volta das 16h.

A irmã do detento procurou a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) e registrou um boletim de ocorrência. Segundo o relato, Edmilson apresentava sinais que levantaram a suspeita de agressão física e de traumatismo craniano.

De acordo com a família, o interno deu entrada no hospital às 6h30, após ser levado pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). O quadro se agravou ao longo do dia e a morte foi confirmada às 16h10.

Agepen diz que não houve relato de agressão

A Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) informou que Edmilson pediu atendimento durante a madrugada porque estava passando mal. Conforme a agência, naquele momento ele não mencionou ter sido agredido e não apresentava sinais aparentes de violência.

O interno foi atendido inicialmente na área de saúde da própria penitenciária. Diante da gravidade do quadro, o Samu foi acionado e fez o transporte até o Hospital da Vida, onde Edmilson permaneceu sob escolta da Polícia Penal.

Segundo a Agepen, o registro médico apontou que o paciente chegou em estado grave, com insuficiência respiratória e instabilidade circulatória. Também foi levantada pelos médicos a hipótese de traumatismo craniano.

Apesar do atendimento, houve piora do quadro e o óbito foi declarado às 16h10.

Cela foi isolada para investigação

Após a morte, a cela onde Edmilson estava foi isolada e preservada para os procedimentos de investigação. O corpo foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) para exames periciais que devem ajudar a esclarecer a causa da morte.

A Agepen informou que o caso é tratado como morte a esclarecer. A denúncia apresentada pela família deverá ser confrontada com os registros médicos, exames periciais e demais elementos reunidos durante a apuração.