Mato Grosso do Sul

MS conquista prêmio nacional com política de combate à extrema pobreza

Riedel comemora reconhecimento do plano que reduziu a extrema pobreza de 2,7% para 1,6% em dois anos






Mato Grosso do Sul conquistou o Prêmio Excelência em Competitividade 2026, concedido pelo CLP (Centro de Liderança Pública), com a iniciativa "Sem Deixar Ninguém Para Trás", desenvolvida pela Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos).

A premiação ocorreu durante o lançamento da 15ª edição do Ranking de Competitividade dos Estados e da 7ª edição do Ranking de Competitividade dos Municípios, em São Paulo.

É o quarto ano consecutivo em que Mato Grosso do Sul aparece entre os finalistas e a terceira vitória no período. O Estado venceu em 2023, com o Contrato de Gestão, e em 2025, com o MS Ativo Municipalismo.

Neste ano, o prêmio recebeu número recorde de 403 iniciativas de 23 estados. Seis políticas públicas chegaram à final após avaliação de especialistas. Mato Grosso do Sul foi o único representante do Centro-Oeste entre os finalistas.

A iniciativa premiada reúne programas como Mais Social, Energia Social, Cuidar de Quem Cuida e MS Supera, voltados à proteção de famílias em situação de vulnerabilidade e à ampliação do acesso a emprego, renda e serviços públicos.

A estratégia também utiliza busca ativa nos 79 municípios para localizar pessoas que têm direito a benefícios, mas ainda estão fora da rede de proteção social.

Entre 2022 e 2024, a taxa de extrema pobreza em Mato Grosso do Sul caiu de 2,7% para 1,6%. Já a parcela da população em situação de pobreza passou de 23% para 17,7%, o equivalente a 44,6 mil pessoas que deixaram essa condição em dois anos.

Objetivo é avançar na redução da extrema pobreza 

O governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, afirmou que o objetivo é avançar na redução da extrema pobreza por meio de políticas que envolvem crescimento econômico, geração de emprego, renda e educação.

"O programa tem por objetivo a erradicação da pobreza extrema a partir de premissas que envolvem diversas políticas públicas. A primeira é a condição do Estado crescer, se desenvolver, gerar oportunidade de emprego e renda. A segunda é a qualificação da educação para que essa oportunidade seja abraçada por todos", afirmou.

Segundo a titular da Sead, Patrícia Cozzolino, o Estado passou a cruzar diferentes bases de dados para localizar os chamados "invisíveis sociais", pessoas em situação de vulnerabilidade que não estavam cadastradas para receber benefícios.

"Nós fomos atrás daqueles que chamamos de invisíveis sociais. Cruzamos diversas bases de dados, identificando pessoas que não estavam nem no CadÚnico", explicou.

Após o mapeamento, equipes passaram a procurar essas famílias e acompanhar informações relacionadas à vacinação, escolarização e acesso à saúde.

O diretor-presidente do CLP, Tadeu Barros, destacou o desempenho de Mato Grosso do Sul nas últimas edições do prêmio e afirmou que políticas adotadas pelo Estado têm provocado mudanças em indicadores de áreas como saúde, educação e segurança.

Também presente no evento, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, destacou o uso de dados e planejamento na política de redução da pobreza extrema. Segundo ele, programas dessa natureza permitem direcionar a atuação do poder público principalmente à população que mais precisa.

Mato Grosso do Sul dividiu a premiação com outros dois projetos: o Programa MEI RS Calamidades, do Rio Grande do Sul, e o Programa Parceiro da Escola, do Paraná.