Política e Transparência

Reinaldo defende corte de gastos da União para ampliar recursos municipais

Candidato ao Senado critica custo da máquina federal e diz que redução de despesas pode abrir espaço para investimentos em saúde, educação e obras nas cidades






O ex-governador e candidato ao Senado Reinaldo Azambuja (PL) defendeu a redução dos gastos do governo federal como forma de ampliar os recursos destinados aos municípios.

A proposta foi apresentada no domingo (23), durante o lançamento da candidatura do vereador Júnior Coringa (MDB) a deputado estadual.

Diante de cerca de duas mil pessoas, Azambuja criticou o tamanho da estrutura da União e afirmou que pretende levar ao Congresso Nacional uma agenda de contenção de despesas.

“Não dá para ficar gastando com Brasília. Nós temos que ter menos Brasília e mais Brasil”, afirmou.

Segundo o ex-governador, uma máquina federal mais enxuta permitiria direcionar mais dinheiro para estados e municípios, principalmente para áreas como saúde, educação, assistência social e infraestrutura.

Azambuja também destacou o peso do Senado na distribuição de recursos federais. “Um senador hoje tem muitos recursos para fazer apoio para obras, para o social, para projetos da educação, da saúde. O senador pode ajudar muito”, disse.

Custo de vida entra no discurso

Durante o evento, o candidato relacionou a necessidade de controle dos gastos públicos ao cenário econômico enfrentado pelas famílias. Ele citou o aumento do custo de vida, os juros e o endividamento como problemas que pressionam principalmente a população de menor renda.

“A vida não está fácil para ninguém. O custo de vida aumentou. O que se comprava há quatro anos já não se compra hoje. O endividamento está alto e o nosso Brasil pode mais, pode crescer mais. Só precisa parar um pouquinho com essa gastança”, declarou.

Entre as medidas defendidas por Azambuja está a redução do número de ministérios. Para sustentar a proposta, ele citou a reforma administrativa realizada durante sua passagem pelo Governo de Mato Grosso do Sul, entre 2015 e 2022, quando o número de secretarias estaduais foi reduzido de 19 para 11.

Ao falar sobre a disputa pelo Senado, o ex-governador afirmou ainda que pretende usar o mandato para ampliar a interlocução dos municípios sul-mato-grossenses com Brasília. Cada estado possui três representantes no Senado Federal.