Dos 29 vereadores campograndenses, 12 estão disputando vagas em outras instâncias parlamentares. Seriam 13 os postulantes, porém o Veterinário Francisco (União Brasil) retirou sua candidatura a deputado estadual alegando necessidades de saúde. Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal, Epaminondas Papy (PSDB), resistiu às chamadas “pressões amigáveis” que em vão tentaram convencê-lo a concorrer a deputado estadual ou federal.

Os vereadores que buscam se garantir em uma das oito vagas para a Câmara dos Deputados são: Professor Juari (PSDB), Marquinhos Trad (PV), Neto Santos (Republicanos) e Victor Rocha (PSDB).
Destes, Neto Santos é o único que está no exercício do seu primeiro mandato. Com 24 vagas, a Assembleia Legislativa (Alems) é o objetivo de oito vereadores de Campo Grande.
As duas mulheres desse grupo, Luiza Ribeiro (PT) e Ana Portela (PL), são obstinadas opositoras entre si. Os demais concorrentes são André Salineiro (PL), Júnior Coringa (MDB), Wilton Leinha (Avante), Sílvio Pitu (PSDB), Herculano Borges (Republicanos) e Flávio Cabo Almi (PSDB).

Dos oito, apenas três estão no primeiro mandato: Leinha, Portela e Flávio, filho do Cabo Almi, morto em maio de 2021, durante a Covid, quando cumpria o terceiro mandato de deputado estadual.

Para os dirigentes partidários e observadores políticos, as urnas de 2026 servem também de preparo do terreno para 2028, quando a maioria dos vereadores estará em busca da reeleição ou arriscando-se a um voo mais alto, que seria a sucessão municipal. Para prefeito (a) ou vice, entre as alternativas pinçadas incluem, entre outros nomes, os de Juari e Luiza.
Sem palanque
Um detalhe que chama a atenção no elenco de vereadores inscritos para as disputas proporcionais deste ano: nenhum deles é do partido da prefeita Adriane Lopes, o Progressistas (PP). Há quem afirme que isto se deve aos altos índices de rejeição apontados nas pesquisas que colocam Adriane como a pior prefeita de todas as capitais dos estados brasileiros.
A bancada do PP na Câmara é formada pelos vereadores Professor Riverton, Delei Pinheiro, Beto Avelar e Maicon Nogueira – este último, a propósito, já está instalado na dissidência partidária e atuando fortemente na oposição.
A prefeita trabalha ostensivamente em favor da reeleição de seu marido, o deputado estadual Lídio Lopes (Avante). E o casal faz a campanha de outras candidaturas à Câmara Federal, usando a influência que detêm junto aos evangélicos e a pressão da máquina pública.





