Brasil

Bancários aprovam greve nacional de 24 horas para esta quinta-feira

As atividades devem ser interrompidas em todo o Brasil; negociações seguem nesta terça-feira (18)






O bancários ao redor do país anunciaram, na noite de segunda-feira (17), que os profissionais do setor não acataram a proposta apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).

Em São Paulo, quase 90% dos votos favoráveis decidiram pela paralisação das atividades nesta quinta-feira (20), que deve afetar bancos ao redor do país, por pelo menos 24 horas.

De acordo com o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, a assembleia de âmbito nacional se fez necessária após os bancos não apresentarem proposta de índice de reajuste para salários e demais verbas, ainda que tenham assumido este compromisso na negociação anterior.

As negociações continuam nesta terça-feira (18). A categoria ainda deve discutir com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal na quarta-feira (19), e com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), na sexta-feira (21).

Na mesa de discussão, devem entrar temas como aumento real de salários, valorização da PLR e nos tíquetes, fim do fechamento de agências e manutenção dos empregos, combate às metas abusivas e ao adoecimento dos empregados, melhores condições de trabalho e de saúde e igualdade de oportunidades.

A autoridade sindical afirma que a categoria não aceitará propostas sem "avanços concretos" nos temas considerados essenciais.

A proposta também não foi aceita no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia. No Rio, do total de 1.808 votantes, 1.760 rejeitaram a proposta da Fenaban e apenas 28 aprovaram, tendo ainda 20 abstenções. Em relação à greve de 24h, 1.709 votaram a favor e apenas 32 contra, com 67 abstenções.

O Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região, por sua vez, promoveu a campanha de interrupção das atividades. Já o Sindicato da Bahia citou que a proposta apresentada pela Fenaban "não serve".

A CNN Brasil tenta contato com as federações responsáveis pela categoria, e aguarda o posicionamento tanto da Fenaban, responsável pela proposta, quanto da Febraban (Federação Brasileira de Bancos).