A movimentação de Arthur Lira (PP-AL) rumo ao Senado passou a ser acompanhada com atenção redobrada por integrantes da ala política do governo.
O ex-presidente da Câmara é visto como um nome que, se eleito, poderá participar das articulações para a formação da futura cúpula da Casa.
O caminho de Lira em Alagoas ficou mais aberto após Alfredo Gaspar (PL-AL) ser anunciado como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL).
Gaspar liderava pesquisas para o Senado e figurava entre os principais adversários do ex-presidente da Câmara.
Durante transmissão nas redes nesta quinta-feira (6), Flávio anunciou apoio a Lira e Marina Candia (PSDB) para o Senado, apesar da neutralidade do PP na disputa presidencial.
A preocupação de integrantes do governo vai além da disputa alagoana. Em caso de vitória de Lula, governistas consideram a possibilidade de um novo mandato com dificuldades para formar maioria na Câmara, onde o Centrão deverá manter influência, e diante de um Senado com maior presença da oposição.
Nesse cenário, Lira é visto como alguém com trânsito entre os dois campos. Ele mantém influência sobre partidos do Centrão e diálogo com integrantes da oposição.
A leitura é que esse capital político poderá ter peso nas negociações de projetos, indicações para tribunais e outras pautas de interesse do Executivo.
A futura composição do Senado também poderá repercutir na relação do Congresso com o STF (Supremo Tribunal Federal).
Há o receio de que uma bancada oposicionista mais numerosa abra espaço para pedidos de impeachment contra ministros e propostas que restrinjam decisões individuais da Corte.
Embora Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) tenha se afastado de Lula e imposto derrotas ao governo, o Planalto ainda mantém canais de interlocução com o senador.
A avaliação é que Lira poderia chegar à Casa como alternativa ao projeto de permanência de Alcolumbre no comando. (Com Blog da Julliana Lopes/CNN)





