Política e Transparência

TSE tenta convencer eleitor que urna eletrônica não é vulnerável

Tribunal promove semana de transparência com demonstrações, abertura da urna eletrônica e ações de combate à desinformação antes das eleições de outubro.






As urnas eletrônicas voltam ao centro do debate político a pouco mais de dois meses das eleições. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) promove, nesta semana, uma série de ações na tentativa de mostrar que o sistema é seguro, ou seja, que não é possível haver fraude.

A medida ocorre após uma das eleições mais polarizadas da história recente do país. Em 2022, durante a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), a segurança das urnas eletrônicas dominou o debate político.

Bolsonaro e aliados fizeram sucessivos questionamentos ao sistema de votação, enquanto o TSE e outras instituições defenderam a confiabilidade do processo eleitoral. Desde então, o tema permanece no centro das discussões e volta a ganhar força com a aproximação de um novo pleito.

 A primeira edição da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação contará com demonstrações sobre o uso da urna, palestras, exposições e ações de combate à desinformação contra o sistema eletrônico de votação. 

Nesta segunda-feira (3),  às 17h30, o TSE vai realizar uma live nas redes sociais para demonstrar o funcionamento de cada componente da urna. Durante a transmissão, o equipamento será aberto pelos técnicos do tribunal.

Também será lançada a campanha "Fato ou Boato – Viralizou" para esclarecer dúvidas sobre a veracidade de conteúdos que são publicados na internet.

A mobilização será encerrada no próximo domingo (9) na Corrida Pela Democracia, que será realizada em Brasília. A atividade esportiva pretende estimular a participação popular no processo eleitoral.

Eleições

O primeiro turno será no dia 4 de outubro, quando vão ser eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.