A presença de Dario Durigan, ministro da Fazenda do presidente Lula, deveria ser apenas motivo de comemoração e um sinal de reforço qualificado na campanha eleitoral dos petistas sul-mato-grossenses.
Hoje ele cumprirá uma agenda da campanha do PT em Campo Grande (MS), mas não deve provocar somente sentimentos de boas-vindas entre os seus correligionários, porque traz na bagagem algo que deve tê-los deixado desconfortáveis: um vigoroso e público reconhecimento verbal à gestão do governador e pré-candidato à reeleição, Eduardo Riedel (PP).

“Estamos renegociando a dívida e concedendo crédito porque o estado vai bem e merece” (Dario Durigan).

Os elogios de Durigan a Riedel, estendidos ao secretário estadual de Fazenda, Flávio César, vieram como um balde de água gelada sobre o QG onde o PT trabalha a campanha de seu candidato ao governo, o ex-deputado federal e ex-presidente seccional da OAB-MS, Fábio Trad. As reverências do ministro foram feitas em entrevista na quarta-feira (29/07), ao programa Tribuna Livre, da Rádio Capital FM.
Avanços
Durigan aplaudiu vários avanços da gestão, entre eles o elevado IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), a força do agronegócio, a expansão industrial da celulose e o enfrentamento ao crime organizado. “O Mato Grosso do Sul está na vanguarda do país, com dados que chamam a atenção.
O IDH, que é apurado pela ONU, mostra que o Estado alcançou um dos mais altos níveis de desenvolvimento humano de sua história”, enfatizou.
Ele elogiou a política fiscal de Riedel e classificou Mato Grosso do Sul como um Estado estratégico para o desenvolvimento nacional. Frisou que a cadeia da celulose e o avanço da Rota Bioceânica ampliam a competitividade das exportações, sobretudo para os mercados asiáticos.
O ministro disse que o governo federal autorizou mais de R$ 4 bilhões em operações de crédito junto a organismos internacionais, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Mundial. “Estamos renegociando a dívida do Estado e concedendo crédito porque Mato Grosso do Sul vai bem e merece”, declarou.
Sobre Flávio César, titular da Secretaria Estadual de Fazenda e presidente do Comitê Gestor da Reforma Tributária, Durigan considerou valiosa a participação do Estado nas discussões sobre a implantação do novo sistema tributário brasileiro. Folha CG






