Política e Transparência

Prefeito e vereadores de Iguatemi enfrentam julgamento no TRE

A vice-prefeita também é apontada por autorizar abastecimentos via WhatsApp






O TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) julga recursos do MPE (Ministério Público Eleitoral) que pedem a cassação do prefeito de Iguatemi, Lídio Ledesma, da vice-prefeita Patrícia Derenusson Nelli Margatto Nunes e dos vereadores Agnaldo Zorba, Carlinhos Magro e Professor Márcio.

As informações são do g1/MS.

Segundo a Procuradoria Regional Eleitoral, os investigados teriam sido beneficiados por um esquema de distribuição irregular de mais de 8 mil litros de combustível durante a campanha de 2024, por meio de um suposto caixa dois sem registro na prestação de contas.

As investigações da Polícia Federal apontam centenas de autorizações de abastecimento entre agosto e outubro de 2024, com veículos adesivados das campanhas recebendo combustível em um posto da cidade. O MPE afirma que o então servidor comissionado Clóvis Gomes dos Santos centralizava as liberações, somando 343 autorizações e mais de 5 mil litros distribuídos. A vice-prefeita também é apontada por autorizar abastecimentos via WhatsApp.

Em primeira instância, Agnaldo Zorba e Carlinhos Magro tiveram os diplomas cassados por gastos ilícitos de campanha, mas recorreram e seguem nos cargos. Já Lídio Ledesma, Patrícia Nunes e Professor Márcio foram absolvidos sob o entendimento de que o valor comprovado era proporcionalmente baixo em relação ao total arrecadado nas campanhas.

O Ministério Público recorreu, alegando que a gravidade do caso vai além do valor envolvido e que houve uma ação coordenada para beneficiar a chapa majoritária e candidatos aliados, com omissão das despesas nas prestações de contas. As defesas negam irregularidades, contestam as provas e afirmam que não há elementos suficientes para vincular os candidatos ao suposto esquema.