Política e Transparência

Após ser absolvido, Pedro Pepa diz que foi vítima de perseguição política

Vereador afirma que prisão foi injusta, cobra quem o condenou antes da Justiça e diz que teve a honra destruída.






O vereador Pedro Pepa (União Brasil) afirmou nesta segunda-feira (27) que foi vítima de perseguição política e de uma das maiores injustiças de sua vida ao comentar, na tribuna da Câmara de Dourados, a absolvição no processo criminal que tramitava contra ele. 

Em discurso marcado por forte tom emocional, o parlamentar disse que teve a honra colocada em xeque, viu a família sofrer e enfrentou anos de desgaste político até que a Justiça reconhecesse a ausência de provas para condená-lo.

O pronunciamento ocorreu durante a primeira sessão na volta do recesso parlamentar. 

"Por muito tempo carreguei sobre as minhas costas o peso de uma acusação injusta. Vi minha família sofrer silenciosamente a dor do pré-julgamento, mas sempre tive certeza de que a verdade viria à tona."

Pepa afirmou que jamais perdeu a confiança na Justiça e ressaltou que sempre sustentou a inocência desde o início das investigações.

Segundo ele, a decisão judicial confirmou aquilo que defendia havia sete anos: que não existiam provas capazes de vinculá-lo aos crimes investigados.

Durante o discurso, o vereador relembrou a prisão ocorrida em 2018, o afastamento do mandato e o impacto que o caso provocou em sua vida pública e pessoal. 

Ele disse que a repercussão das acusações destruiu sua imagem perante parte da população e criticou o fato de que a absolvição não recebeu a mesma atenção dispensada às denúncias.

Pepa também atribuiu o episódio a interesses políticos. Segundo ele, sua prisão ocorreu justamente quando disputava a presidência A Mesa Diretora da Câmara, circunstância que, em sua avaliação, beneficiou adversários e interrompeu um projeto político que vinha sendo construído dentro do Legislativo.

Ao relembrar o período em que respondeu ao processo, o parlamentar afirmou que enfrentou ameaças, foi afastado das atividades políticas e permaneceu preso por nove dias. 

"Paguei o preço da injustiça, o preço da covardia e o preço de quem busca o poder a qualquer custo."

Mesmo assim, disse que decidiu voltar a disputar eleições para demonstrar à população que acreditava na própria inocência e não tinha receio de prestar contas de sua trajetória.

Em um dos trechos mais contundentes do pronunciamento, Pepa afirmou que pagou "o preço da injustiça" e criticou o que chamou de condenação antecipada, sustentando que sua reputação foi atingida antes que o processo fosse concluído. 

O vereador ainda agradeceu o apoio da família, dos amigos e dos eleitores que, segundo ele, permaneceram ao seu lado durante todo o período.

 

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