Eleições

Fraco desempenho de Fábio Trad desmotiva a vinda de Lula à convenção

Presidente será representato no ato político de domingo pelo ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias.






Apesar do esforço e de sua dedicação nas redes sociais, a campanha do ex-deputado federal Fábio Trad não empolgou, ao menos por enquanto, desmotivando, inclusive, a vinda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à convenção da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e do PSB, que homologará sua candidatura ao Governo de Mato Grosso do Sul, no domingo (26).

O presidente, que costuma ir aos estados, principalmente às capitais do país, para apoiar os candidatos do partido e da coligação, será representado no ato político de domingo, em Campo Grande, pelo ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias.

A ausência de Lula ocorre em um momento em que Fábio Trad ainda não consegue reduzir a ampla vantagem do governador Eduardo Riedel (PP) na disputa pelo Governo do Estado.

Na pesquisa mais recente do IPR (Instituto de Pesquisa Resultado), encomenda pelo jornal Correio do Estado, divulgada em maio, o petista aparece em segundo lugar, com 16,45% das intenções de voto no cenário estimulado, distante dos 47,32% registrados por Riedel, que se mantém próximo do percentual necessário para uma vitória em primeiro turno.

Em terceiro lugar aparece o deputado estadual João Henrique Catan (Novo), com 6,76%.

Além de Fábio Trad, a convenção, marcada para começar às 8h, no auditório da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), oficializará as candidaturas de Dilda Maria dos Santos (Dona Gilda) como vice, do deputado federal Vander Loubet (PT) e da senadora Soraya Thronicke (PSB) ao Senado.

Durante o evento, a Federação Brasil da Esperança deve homologar nove candidaturas à Câmara dos Deputados e 28 à Assembleia Legislativa.

O PSB terá apenas a oficialização da candidatura de Soraya, presidente estadual da legenda, ao Senado.

Desafio

Fora de um mandato eletivo desde 2022, quando não conseguiu renovar a cadeira na Câmara dos Deputados apesar de receber 43.881 votos, Fábio Trad tenta reconstruir seu espaço político apostando na força das redes sociais e no apoio da estrutura do PT em Mato Grosso do Sul.

O cenário, porém, é considerado desafiador. A campanha é lançada em um momento de desgaste do terceiro mandato do PT, refletido em pesquisas que apontam queda na aprovação de Lula. 

Além disso, a oposição tem intensificado críticas relacionadas à inflação, à política econômica, às mudanças tributárias, às investigações sobre descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS, um rombo de R$ 6,3 bilhões,  e a episódios envolvendo integrantes da administração federal.

Entre os temas explorados pelos adversários do Planalto também estão as reuniões do presidente com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, realizadas fora da agenda oficial.

Apesar desse contexto, a direção petista mantém a expectativa de que Fábio Trad amplie a presença da legenda em Mato Grosso do Sul e fortaleça o projeto eleitoral do partido, voltado à eleição de um número expressivo de representantes para os cargos proporcionais.

 

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