As investigações da Operação Gutenberg resultaram na apreensão de mais de R$ 3 milhões em cheques e R$ 200 mil em dinheiro, além da prisão de 12 pessoas suspeitas de integrar um esquema de fraudes em licitações públicas em Mato Grosso do Sul.
Outros dois investigados seguem foragidos da Justiça.
Durante o cumprimento de 40 mandados de busca e apreensão, equipes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) também flagraram três casos de posse ilegal de arma de fogo, sendo um deles em Dourados.
Entre os presos estão o ex-prefeito de Fátima do Sul, Júnior Vasconcelos, que administrou o município entre 2013 e 2016, e o então coordenador de regulação do Estado, Ed Carlo Britto Burgatt.
Segundo informações divulgadas pelo Midiamax, o Governo de Mato Grosso do Sul instaurou auditorias para investigar os procedimentos de regulação apontados como irregulares. Após a operação, Ed Carlo foi exonerado do cargo e Júnior Vasconcelos, servidor efetivo da Polícia Civil, acabou afastado de suas funções.
A investigação apura um suposto esquema de direcionamento de licitações que pode ter movimentado cerca de R$ 27 milhões em contratos públicos no Estado.
Ao todo, foram presos empresários, profissionais da área da saúde, um advogado, um ex-prefeito e ex-servidores públicos apontados como integrantes da organização investigada.





