A prefeita Adriane Lopes (PP) e o diretor-presidente do Instituto Municipal de Previdência (IMPCG), ex-vereador Marcos Tabosa (PP), foram denunciados em uma queixa-crime formalizada à Superintendência da Polícia Federal (PF) pela vereadora Luiza Ribeiro (PT).
O motivo é a manutenção do desconto compulsório aplicado pela prefeitura no salário dos servidores para cobrir as operações financeiras entre o instituto e o Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Vorcaro deixou de ser banqueiro e tornou-se presidiário em março deste ano, enquanto o Master sofreu liquidação pelo Banco Central em novembro de 2025, após um rombo de R$ 47 bilhões e a descoberta de transações financeiras criminosas.
Apesar disso, a prefeitura da Capital continuou descontando as parcelas salariais oferecidas pelos servidores para obter empréstimos ou operar com o chamado Cartão CredCesta.
Vereadora Luiza Ribeiro (PT) protocolou queixa-crime na PF contra prefeita Adriane Lopes e o diretor-presidente do IMPCG Marcos Tabosa.
Ao protocolar a queixa-crime na PF, Luiza estava com lideranças de organizações laborais, entre elas a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Feserp (Federação Sindical dos Servidores Públicos Estaduais e Municipais).
A vereadora anexou vários documentos à sua petição. “É preciso que a PF investigue nos detalhes tudo o que já aconteceu e ainda está acontecendo”, reivindica.
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Além de Adriane e Tabosa, supõe-se que outras pessoas possam estar envolvidas em ações como os contatos com a direção do banco e a forma como atraíram ou convenceram os servidores públicos a assumir compromissos financeiros, cedendo os salários, recolhidos pelo instituto de previdência, como garantia.
Vários vereadores estão mobilizados para criar medidas que interrompam o fluxo de endividamento dos servidores, que, em muitos casos, já compromete mais de 80% da renda familiar.
De acordo com o IMPCG, mensalmente a prefeitura repassa cerca de R$ 1,4 milhão ao Master para pagar as parcelas dos consignados.
O mais revoltante é que a criminosa arapuca foi armada com a participação de Tabosa, ex-dirigente sindical dos servidores municipais que, por causa deste vínculo, ganhou uma eleição para vereador, em 2020.
Contudo, de liderança combativa dos assalariados rendeu-se aos encantos do poder ‘Adrianista’ e jogou seu currículo sindical no lixo da história.
Candidato à reeleição em 2024, provou o azedume da rejeição nas urnas. Estaria no sereno, se não fosse a “madrinha” Adriane, que com a generosidade dos cofres públicos deu a ele um prêmio de consolação rendendo, inicialmente, pouco mais de R$ 35 mil mensais, remuneração na presidência do IMPCG.
Tabosa foi o oitavo ex-vereador nomeado pela prefeita para pendurar no “cabide de ouro” da prefeitura.
Folha CG





