Assembleia Legislativa

Assembleia autoriza cessão de servidores para comitê da reforma tributária

Projeto do Executivo autoriza envio de servidores efetivos ao comitê responsável pela gestão do novo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).






A Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) aprovou, em segunda votação, o projeto de lei que autoriza a cessão de servidores da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda) e da PGE (Procuradoria-Geral do Estado) ao CGIBS (Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços), órgão criado pela reforma tributária para administrar o novo imposto que substituirá gradualmente o ICMS e o ISS.

De autoria do Poder Executivo, o Projeto de Lei nº 75/2026 permite a cessão de servidores efetivos das carreiras de Tributação, Arrecadação e Fiscalização, Atividades de Apoio Fazendário e Procuradores do Estado, desde que haja solicitação formal do comitê.

Pela proposta, a cessão terá duração inicial de dois anos, com possibilidade de prorrogações sucessivas por igual período. O vínculo poderá ser encerrado a pedido do governador ou do próprio servidor.

O texto também garante que os profissionais cedidos continuarão recebendo subsídios, vencimentos e demais vantagens previstas na legislação estadual. O período de atuação no CGIBS será contabilizado como tempo de serviço prestado ao Estado para fins estatutários e previdenciários.

Os custos da cessão ficarão sob responsabilidade do próprio comitê gestor, conforme prevê a legislação federal que regulamenta a reforma tributária.

Na justificativa encaminhada aos deputados estaduais, o governador Eduardo Riedel afirma que a medida busca adequar Mato Grosso do Sul às novas regras do sistema tributário nacional e permitir que o Estado contribua com servidores especializados para a estruturação do novo modelo de gestão do IBS.

Criado pela reforma tributária, o CGIBS (Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços) será responsável por coordenar a arrecadação e a distribuição do IBS entre estados e municípios, além de padronizar procedimentos de fiscalização, cobrança e administração do tributo em todo o país. Embora a gestão seja centralizada, estados e municípios continuarão recebendo as parcelas da arrecadação a que têm direito.