A escolha de Teresa Leitão (PT-PE) para a liderança do governo no Senado foi bem recebida por parlamentares nessa quinta-feira (25).
O caminho da substituta de Jaques Wagner (PT-BA) não deve ser fácil, mas fontes ouvidas pelo R7 avaliam que a senadora terá um bom desempenho na nova função.
A senadora pernambucana assume o lugar de Jaques Wagner, que se afastou do cargo de líder do governo para focar em sua defesa nas investigações da Operação Compliance Zero, na qual a PF (Polícia Federal) apura uma suposta atuação irregular do petista para benefício do Banco Master.
A imagem que Teresa passa é de uma hábil articuladora e que preza pelo diálogo. Ela é conhecida por ter uma boa relação com todas as bancadas do Senado e também com o presidente Davi Alcolumbre (União-AP), apesar de não manter, até então, uma relação de proximidade com o amapaense.
O fato de ter um nome feminino na liderança também é visto com bons olhos pela Casa. Teresa é a primeira mulher a assumir a função — que é uma das mais importantes e estratégicas para o Planalto no Congresso — desde que foi criada, em 1990.
Lula x Davi
Já em relação ao mal-estar entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Alcolumbre, que perdura desde a rejeitada indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal), não há sinais de que a nova líder vá conseguir ajudar na apaziguação. Pelo menos, não por enquanto.
Segundo interlocutores, o desgaste é mais complexo e delicado, e está fora do alcance de uma articulação de Teresa.
A expectativa é de que um encontro entre Lula e Alcolumbre aconteça antes do recesso parlamentar, que tem início no dia 20 de julho. A conversa é vista como essencial para amenizar a crise.
Equilíbrio
Na segunda-feira (29), a líder deve ter uma reunião de alinhamento com o presidente Lula antes de iniciar efetivamente os trabalhos.
O cientista político André Rosa avalia que a principal missão de Teresa nesse momento, a poucos meses da disputa eleitoral, é equilibrar as votações no Congresso Nacional, principalmente as que afetam diretamente a União, as chamadas pautas-bombas.
“Ela não vem em uma missão de grandes votações, pelo contrário: ela vem para apaziguar essas votações e deixar que o Congresso ele funcione de forma mais amena durante esse período eleitoral”, analisa.
Segundo Rosa, Teresa Leitão vai ter um papel importante no fechamento deste mandado do presidente Lula.
Nas redes sociais, após o anúncio do convite, a senadora agradeceu a confiança do chefe do Executivo. Ela ressaltou que vai conduzir o trabalho com lealdade, diálogo e disciplina, princípios que sempre orientaram a sua trajetória.
“Atuarei para fortalecer a articulação entre o Palácio do Planalto, a base aliada e os parlamentares, especialmente os líderes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, contribuindo para a construção de consensos e para o avanço das pautas de interesse do governo e do povo brasileiro”, salientou.
A nova líder citou, entre as pautas prioritárias, o fim da escala 6x1, a PEC da Segurança Pública e outras medidas voltadas à qualidade de vida e desenvolvimento do país. Pela sua trajetória na educação, a expectativa é de que ela também atue por pautas da área. (Com informações do R7)





