A universalização do saneamento básico poderá gerar R$ 25,9 bilhões em benefícios econômicos e sociais para Mato Grosso do Sul até 2040.
Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (22) pela presidente-executiva do ITB (Instituto Trata Brasil), Luana Pretto, durante reunião na Governadoria com a participação do governador Eduardo Riedel, do diretor-presidente da Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul), Renato Marcílio, do diretor-presidente da Ambiental MS Pantanal, Gabriel Buim, representantes do Governo do Estado e autoridades ligadas ao setor.
O estudo “Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento no Mato Grosso do Sul”, conta com a parceria com a EX ANTE Consultoria.
Na prática, os R$ 25,9 bilhões projetados pelo estudo não representam dinheiro que entrará nos cofres públicos. O valor estima os ganhos econômicos e sociais gerados pela universalização do saneamento, como economia na saúde, aumento da produtividade e geração de renda.
Segundo o levantamento, a universalização poderá proporcionar economia de R$ 258,8 milhões em despesas relacionadas à saúde entre 2025 e 2040, reduzindo internações, afastamentos do trabalho e outros problemas associados à falta de coleta e tratamento de esgoto.
A Sanesul já universalizou o abastecimento de água nos 68 municípios atendidos e alcançou 77,04% de cobertura de esgotamento sanitário, índice superior à média nacional.
O avanço no sistema de esgoto também conta com os investimentos e ações da PPP (Parceria Público-Privada) entre a Sanesul e a Ambiental MS Pantanal.
O desempenho coloca o Estado entre os mais avançados do país e reforça a posição da Sanesul como uma das companhias estaduais que mais rapidamente ampliaram a cobertura de esgoto nos últimos anos.
A Sanesul mantém investimentos para ampliar a rede coletora e antecipar a universalização dos serviços antes do prazo previsto pelo Novo Marco Legal do Saneamento, além de reforçar a segurança hídrica nos municípios atendidos com a perfuração de novos poços e a ampliação da reservação de água.
Evolução
Os números apresentados pelo Instituto Trata Brasil mostram a dimensão dessa evolução. Entre 2000 e 2022, cerca de 870 mil sul-mato-grossenses passaram a ter acesso à água tratada e mais de 1 milhão à coleta de esgoto. O estudo aponta ainda benefícios líquidos estimados em R$ 19,4 bilhões gerados entre 2005 e 2024.
Entre 2025 e 2040, o saneamento deverá gerar R$ 14,8 bilhões em ganhos de produtividade, R$ 2,25 bilhões impulsionados pelo turismo, R$ 1,7 bilhão em valorização imobiliária e mais de R$ 21,7 bilhões em renda decorrente dos investimentos e da operação dos sistemas. Somados, os benefícios chegam a R$ 40,8 bilhões. Descontados os custos estimados em R$ 14,8 bilhões, o saldo positivo alcança R$ 25,9 bilhões.
Além dos impactos econômicos, Luana Pretto destacou os benefícios ambientais, especialmente para o Pantanal. Segundo ela, a ampliação da coleta e do tratamento de esgoto reduz a carga de poluentes lançada nos corpos hídricos e fortalece a preservação de ecossistemas estratégicos.
"A evolução do saneamento em Mato Grosso do Sul gerou quase R$ 20 bilhões em ganhos nas últimas décadas e alcançar a universalização até 2031 significa mais R$ 16 bilhões em ganhos na saúde, na qualidade de vida da população e no desenvolvimento socioeconômico do estado. Isso representa um retorno de R$ 5,90 em ganhos sociais para cada real investido", enfatizou.
Meta
Renato Marcílio destacou que o avanço alcançado nos últimos anos é resultado da continuidade dos investimentos e da prioridade dada ao saneamento básico pelo Governo do Estado.
Segundo ele, Mato Grosso do Sul saiu de 60% de cobertura de esgotamento sanitário para os atuais 77,04% durante a gestão do governador Eduardo Riedel, ampliando significativamente o acesso da população aos serviços.
"Nós atingimos metas incríveis. Somente no governo Eduardo Riedel saímos de 60% e alcançamos agora 77%. Isso significa um incremento de 28% sobre o que já existia. São quase 110 mil ligações de esgoto realizadas nesses três anos e meio. É motivo de orgulho ver um governo que manteve uma política pública e deu ao saneamento a devida importância. Os resultados são muito bons. Ainda há muito a fazer, mas o caminho já está nos trilhos. Estamos encaminhados para atingir a universalização cinco anos antes do prazo estabelecido pelo marco legal", afirmou.
O governador Eduardo Riedel ressaltou que os resultados alcançados pelo Estado são fruto de uma política pública iniciada ainda na gestão do ex-governador Reinaldo Azambuja, quando foi estruturada a PPP do saneamento.
Segundo ele, a decisão de ampliar os investimentos no setor foi tomada antes mesmo da aprovação do Novo Marco Legal do Saneamento e permitiu acelerar a expansão da coleta e do tratamento de esgoto nos municípios atendidos.
"Quando iniciamos esse processo, o marco do saneamento ainda não estava consolidado no Congresso Nacional. Foi uma decisão política do Estado entregar algo que era essencial para a nossa sociedade. Em 2015, Mato Grosso do Sul tinha 35% de cobertura de esgoto. Hoje estamos próximos de 80%, resultado de uma transformação que está sendo sentida na vida das pessoas. Podemos dizer que temos uma sociedade com água de qualidade e saneamento básico, e estamos indo além, em um esforço concentrado tanto da Sanesul quanto da Ambiental MS Pantanal", afirmou.






