Brasil

Líder do governo Lula entra na mira da PF em investigação do Caso Master

Um dos principais articuladores do Planalto no Congresso, Jaques Wagner é investigado por supostos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.






A investigação sobre um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro avançou nesta quinta-feira (18) e alcançou um dos principais nomes da base governista no Congresso Nacional.

O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado Federal, é alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF (Polícia Federal).

A ação foi autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que expediu mandado de busca e apreensão contra o parlamentar. Além do senador, outros investigados também são alvos da operação, que mobilizou equipes da PF na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal.

Ao todo, os agentes cumprem 18 mandados de busca e apreensão. As diligências fazem parte de uma investigação que apura possíveis práticas de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Operação avança sobre figuras políticas
O fato de a operação atingir o líder do governo no Senado amplia a repercussão política do caso, uma vez que Jaques Wagner é uma das principais lideranças do PT e um dos mais próximos aliados do presidente Lula no Congresso Nacional.

Ex-governador da Bahia por dois mandatos, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil, Wagner exerce papel estratégico na articulação política do governo federal junto aos senadores e tem participado das principais negociações de interesse do Palácio do Planalto.

Até o momento, a PF não divulgou detalhes sobre os fatos específicos que motivaram o mandado contra o senador nem o possível envolvimento dele nas irregularidades investigadas.

Crimes investigados

Segundo a PF, a nova etapa da Operação Compliance Zero tem como foco o aprofundamento das apurações sobre um suposto esquema que pode envolver pagamento de vantagens indevidas e movimentação de recursos com indícios de ocultação de origem.

Os investigados poderão responder por corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro, crimes cujas penas somadas podem ultrapassar 20 anos de prisão.

A operação segue em andamento e novas informações devem ser divulgadas pelas autoridades ao longo do dia. (Com CNN)