O governo federal autorizou a liberação de R$ 337,5 milhões para ações de combate ao desmatamento, prevenção de incêndios florestais e fiscalização ambiental.
O valor, oficializado por meio de Medida Provisória publicada será destinado ao Ibama {Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis} e ao ICMBio {Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade}.
Embora represente um reforço para as operações ambientais, o montante chama atenção por ser considerado modesto diante da dimensão dos desafios enfrentados pelo país.
Nos últimos anos, biomas como Pantanal, Cerrado e Amazônia registraram aumento das áreas atingidas por queimadas e degradação ambiental, acumulando prejuízos bilionários à biodiversidade, aos recursos hídricos e à economia.
Somente em 2024, o Pantanal enfrentou uma das mais severas temporadas de incêndios de sua história recente, com milhões de hectares consumidos pelo fogo. O Cerrado também registrou avanço das queimadas e da perda de cobertura vegetal, ampliando a pressão sobre os órgãos responsáveis pela fiscalização e proteção ambiental.
Do total liberado, R$ 194,4 milhões serão destinados ao Ibama. A maior parcela, cerca de R$ 149,3 milhões, será aplicada em ações de prevenção e combate a incêndios florestais em áreas federais consideradas prioritárias. A expectativa do governo é ampliar a área protegida em mais de 148 mil quilômetros quadrados.
Operações de fiscalização
Outros R$ 45,1 milhões serão empregados em operações de fiscalização e controle ambiental, com previsão de reforço nas ações de monitoramento e combate a ilícitos ambientais em diferentes regiões do país.
Já o ICMBio receberá R$ 143,1 milhões para fortalecer a fiscalização e as atividades de prevenção e combate a incêndios em unidades de conservação federais. Os recursos também serão utilizados na aquisição de equipamentos e na ampliação da estrutura operacional das equipes que atuam em campo.
Apesar do reforço financeiro, especialistas em meio ambiente costumam defender investimentos permanentes e de longo prazo para enfrentar o avanço da degradação ambiental. O argumento é que o custo da prevenção continua sendo significativamente menor do que os prejuízos provocados por incêndios de grandes proporções, perda de biodiversidade e recuperação de áreas degradadas.
A medida entra em vigor às vésperas do período mais crítico de seca em diversas regiões do país, quando aumentam os riscos de incêndios florestais e a pressão sobre os sistemas de monitoramento e fiscalização ambiental. (Com Agência Brasil)





