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Trump diz que acordo entre EUA e Irã será revelado na sexta-feira

O documento foi assinado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, por seu vice, J.D. Vance, e pelo presidente do Parlamento do Irã, Mohammed Qalibaf






Os Estados Unidos e o Irã já assinaram o acordo para o fim da guerra no Oriente Médio. A assinatura ocorreu de forma eletrônica, disse nesta segunda-feira {15} o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, à rede norte-americana ABC.

O presidente Donald Trump afirmou, no entanto, que o texto final só deve ser divulgado após sexta-feira {19}, quando acontecerá uma cerimônia formal de assinatura em Genebra, na Suíça.

“O acordo já está totalmente assinado. E o estreito {de Ormuz} já está parcialmente aberto”, disse Trump pouco depois de chegar à França para a cúpula do G7 - grupo das maiores economias do mundo.

Segundo a Reuters, assinaram o documento:

- Donald Trump;
- J.D. Vance;
- e Mohammed Qalibaf, presidente do Parlamento do Irã.

O governo Trump entende que Qalibaf está autorizado pelo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, a negociar e assinar o documento em seu nome.

Segundo a Reuters, o acordo de paz prevê a abertura imediata do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio marítimo dos EUA ao Irã.

Cerimônia presencial e incertezas sobre o texto

A cerimônia para a assinatura presencial marcada para sexta contará com a presença de JD Vance, segundo Trump. Ainda não se sabe, no entanto, quais outras autoridades norte-americanas e iranianas comparecerão ao evento.

Segundo os EUA e o Irã, discussões técnicas para aprofundar o tratado entre os dois países serão iniciadas mais tarde nesta semana. O texto final do documento será divulgado após assinatura na sexta, segundo Trump.

O tratado entre EUA e Irã também prevê o alívio de sanções e descongelamento de bens de Teerã, porém isso ainda não ocorreu. Segundo a Reuters, os EUA estão prontos para fazer isso, porém aguardarão para ver a postura dos iranianos. Trump disse que não aliviará nada para o Irã "até que façam o que devem fazer".

A fala de Trump deixa claro que a desconfiança entre Washington e Teerã permanece apesar da assinatura do acordo. O Ministério das Relações Exteriores iraniano disse nesta segunda que o país ainda nutre uma "profunda desconfiança" em relação aos EUA.

Sem pedágio, mas com 'taxa de serviço'

Na noite de domingo {14}, Donald Trump afirmou em entrevista ao jornal "The New York Times" que o acordo assinado entre EUA e Irã prevê que não haverá cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz.

No entanto, o Irã disse nesta segunda {15} que passará a cobrar uma "taxa por serviço" de navios que cruzarem a via marítima.

"Sempre afirmamos que não pretendemos cobrar taxas de trânsito, mas serão cobradas taxas por serviços de navegação, proteção ambiental, seguro de navios e outros serviços necessários", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei.

O Irã, cujo território margeia a maior parte do Estreito de Ormuz, controla, na prática, o trânsito pelo canal, por onde circulam navios transportando cerca de 20% do petróleo e gás consumidos no mundo.

O governo norte-americano ainda não havia se manifestado sobre a taxa anunciada pelo Irã até a última atualização desta reportagem. {Com g1}