A Justiça determinou a soltura do ex-secretário municipal de Obras de Campo Grande, Rudi Fiorese, e de outros investigados apontados pela Operação "Buraco Sem Fim" como integrantes de um suposto esquema de irregularidades em contratos de tapa-buracos na Capital.
A decisão foi proferida na quinta-feira (11) pelo juiz Waldir Peixoto Barbosa, da 5ª Vara Criminal.
Ao analisar os pedidos apresentados pelas defesas, o magistrado entendeu que a manutenção das prisões preventivas não se mostrava necessária neste momento da investigação.
Na decisão, o juiz destacou que a medida cautelar extrema não pode ser utilizada como forma de antecipação de pena e que eventuais riscos ao andamento do processo podem ser controlados por outras restrições impostas aos investigados.
O benefício alcançou Erik Antonio Valadão Ferreira de Paula e Fernando de Souza Oliveira, autores dos pedidos analisados, e foi estendido a Rudi Fiorese, Mehdi Talayeh e ao empresário Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa.
Com a revogação das prisões, os investigados passam a responder ao processo em liberdade, mas sob uma série de medidas cautelares. Entre as determinações estão o uso de tornozeleira eletrônica por 180 dias, a obrigação de comunicar previamente qualquer mudança de endereço ou telefone e o comparecimento a todos os atos processuais.
A Operação "Buraco Sem Fim" apura suspeitas de fraudes em contratos de manutenção viária firmados pela Prefeitura de Campo Grande. Durante o cumprimento dos mandados expedidos no início de maio, investigadores apreenderam aproximadamente R$ 500 mil em espécie nas residências dos alvos. Apenas na casa de um dos servidores investigados foram encontrados R$ 186 mil em dinheiro. (Com G1)





