Um dos principais críticos da administração municipal nas redes sociais está impedido de se aproximar da prefeita Adriane Lopes (PP) após decisão da Justiça de Mato Grosso do Sul.
A medida determina uma série de restrições ao empresário e adversário político Bruno Ortiz Barbosa, incluindo a proibição de frequentar eventos públicos em que a chefe do Executivo esteja presente no exercício do cargo.
A decisão foi assinada pelo juiz Márcio Alexandre Wust, que também proibiu qualquer forma de contato entre Bruno e a prefeita, seja por telefone, mensagens, e-mail ou outros meios de comunicação.
Além disso, ele deverá manter distância mínima de 100 metros de Adriane, de familiares e de testemunhas ligadas ao caso.
As restrições permanecerão em vigor até o encerramento do processo criminal principal. O descumprimento das determinações poderá resultar na decretação de prisão preventiva.
Nas redes sociais, Bruno Ortiz mantém publicações frequentes sobre a prefeita e a gestão municipal. Entre os conteúdos divulgados estão vídeos com críticas à administração, comentários sobre decisões do Executivo e imagens aéreas registradas por drone nas proximidades da residência da prefeita. Em suas páginas, ele se apresenta como fiscalizador da gestão pública e pré-candidato a deputado estadual.
Ao justificar a concessão da medida protetiva, o magistrado afirmou que os elementos apresentados nos autos indicam a existência de violência doméstica e familiar, tornando necessária a adoção de mecanismos de proteção para evitar possíveis danos à vítima.
Em nota, a Prefeitura de Campo Grande informou que o empresário utilizava a internet para divulgar críticas consideradas infundadas, além de conteúdos classificados pela administração como fake news e potenciais ameaças contra a prefeita.
Adriane Lopes também se manifestou sobre o caso. Segundo ela, nenhuma mulher deve aceitar situações de violência, ameaça ou intimidação, independentemente da função que exerça.
Bruno Ortiz contestou a decisão e afirmou que seus advogados já adotaram as medidas cabíveis. Ao comentar o caso, declarou que a determinação judicial seria "sem fundamentos" e classificou a medida como uma "aberração", argumentando que fiscalizar e cobrar agentes públicos é um direito de qualquer cidadão. (Com informações do G1)





