O ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu fixar a competência da Corte para julgar a denúncia contra ex-servidores do STJ (Superior Tribunal de Justiça) acusados de vender sentenças.
Ontem (27), a PGR (Procuradoria-Geral da República) denunciou nove servidores pelos crimes de organização criminosa, corrupção, violação de sigilo e exploração de prestígio.
Não há envolvimento de ministros do STJ no caso, mas o processo será julgado pelo Supremo em função de outras investigações conexas que seguem em sigilo e envolvem autoridades com foro privilegiado na Corte.
De acordo com as investigações da Polícia Federal, servidores de gabinetes "exploraram indevidamente" o acesso ao sistema eletrônico de elaboração de minutas de votos e vendiam as informações a terceiros.
Ao receber a denúncia da PGR, Zanin deu prazo de 15 dias para os advogados dos acusados se manifestarem.
Em seguida, o ministro deverá marcar o julgamento que vai decidir se os denunciados vão virar réus. (Agência Brasil)





